Crise/Energia: Empresas de Coimbra exigem apoios face ao preço dos combustíveis

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O Conselho Empresarial da Região de Coimbra (CERC) reclamou hoje “apoios urgentes” ao Governo para as empresas fazerem face aos últimos aumentos do preço dos combustíveis.

“Sem apoios, têm as empresas de fazer repercutir estes aumentos nos preços dos seus serviços e produtos. O problema é que a economia não aguenta mais aumentos de preços, pois os consumidores todos os dias estão a perder poder de compra”, afirma o CERC em comunicado.

Por exemplo, adianta, verificou-se hoje no gasóleo “um aumento de 16 cêntimos por litro”, o que, “para uma viatura com um tanque de 45 litros, (…) representa um custo adicional” de sete euros.

Num apelo aos governantes, o CERC exige que “não esqueçam quem mais impostos paga todos os dias e considera que devem ser criados mecanismos que de alguma forma possam atenuar este abismal aumento dos preços dos combustíveis”.

“Para atenuar o impacto destes aumentos na economia, o Governo anunciou que os particulares vão ter um apoio adicional de 20 euros por mês através do ‘auto voucher’ e as empresas de transportes vão ter acesso a gasóleo profissional. E como ficam as mais de 99% das empresas portuguesas, que todos os dias necessitam de combustíveis para deslocar funcionários e mercadorias e necessitam de combustíveis para as suas máquinas, como é o caso da indústria e da construção civil?”, questiona a organização.

Na nota, o CERC, cuja direção é presidida por Nuno Lopes, pede ao Governo “medidas concretas e objetivas de apoio à economia, medidas de apoio direto às empresas que devem ter um impacto imediato, sendo por exemplo a redução da carga fiscal um bom caminho” para “aumentar a competitividade da nossa economia”, além de “incentivar o consumo”.

“Sendo a região de Coimbra um território deficitário em redes de transportes e onde a falta de plataformas logísticas é uma realidade, grande parte das micro e pequenas empresas são obrigadas a ter uma frota de viaturas para garantirem assim grande parte das suas transações comerciais”, conclui.

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