Universidade de Coimbra com mais alunos em mobilidade do que antes da pandemia

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A Universidade de Coimbra regista um aumento de alunos em programas de mobilidade no presente ano letivo face ao registado no período pré-pandémico, afirmou hoje o vice-reitor João Nuno Calvão da Silva.

“Há um ressurgimento muito significativo. Os números que temos (que ainda não estão fechados) mostram uma tendência para aumentarmos um bocadinho”, disse o vice-reitor da Universidade de Coimbra (UC) para as Relações Externas e Alumni, que falava à agência Lusa à margem da sessão de boas-vindas a estudantes Erasmus naquela instituição.

Segundo este responsável, a recuperação e o reforço face ao ano letivo de 2019/2020 tanto acontece nos estudantes da UC que ingressam em programas de mobilidade para fora, como naqueles que a instituição recebe.

Nos alunos da UC que vão estudar para outras universidades, regista-se um aumento de cerca de 8% face a 2019/2020 e de 116% relativamente a 2020/2021 (ano de maior quebra motivado pela pandemia), contabilizando na presente data 732 estudantes nesse regime.

“Em relação aos estudantes que vêm estudar para a Universidade de Coimbra, temos neste momento um aumento de 97% em relação ao ano passado e estimamos ter já um aumento de 12% em relação ao período pré-pandémico [2019/2020]”, frisou João Nuno Calvão da Silva.

De acordo com o vice-reitor, há, de momento, 1.517 estudantes em programas de mobilidade, nomeadamente o Erasmus, na UC, no presente ano letivo, havendo um total de 1.886 candidaturas, o que poderá fazer com que esse número ainda aumente.

“São números que nos deixam contentes”, salientou.

Para João Nuno Calvão da Silva, o facto de a Universidade de Coimbra não ter fechado a mobilidade no ano mais difícil da pandemia – ao contrário de outras universidades – deu “outras bases” à instituição para agora registar “um ressurgimento muito mais forte”.

A sessão de boas-vindas a estudantes Erasmus conta com a intervenção do diretor da Divisão de Estudos por País do Departamento de Economia da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Álvaro Santos Pereira.

À margem, o antigo ministro da Economia realçou o “carinho especial” que tem pela Universidade de Coimbra, onde se formou, e também pelos programas de mobilidade.

“Em 1994/95 fui para Inglaterra, como estudante Erasmus, e o programa também mudou a minha vida”, disse à Lusa o antigo governante, salientando a importância da mobilidade na formação dos estudantes de ensino superior.

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