Câmara de Coimbra descarta uso automóvel na margem direita

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FOTO DAVID FERREIRA

O executivo municipal vai hoje analisar a proposta de estudo prévio para a margem direita do rio Mondego, mais precisamente no troço mais urbano da marginal entre as pontes Santa Clara e Açude-Ponte.

Segundo a proposta do arquiteto, Paulo Fonseca, “o presente estudo (ainda em evolução) pretende sobretudo garantir uma coerência ao conjunto de intervenções em curso ou previstas na zona”. na prática, e como faz questão de frisar na conclusão do estudo, esta fase “procura indicar linhas de orientação para a alteração dos projetos em curso e para a sua consideração nos projetos subsquentes”.

Por outro lado, “pressupõe a possibilidade de ainda ser oportuno proceder a alterações a obras e projetos em curso, bem como o diálogo com entidades públicas e privadas que têm vindo a apresentar intenções de urbanizar alguns terrenos no local”.

As várias propostas

A principal proposta passa pela pedonalização da avenida Cidade Aeminium (zona que está a sofrer intervenção para a requalificação dos muroas e implementação do MetroBus). A mudança dos hábitos de circulação automóvel provocada por esta situação e a futura eliminação da linha férrea levou o responsável pelo estudo a referir que esta é uma oportunidade única para promover esta alteração.

As alterações “apoiam-se sobretudo nos arruamentos a concluir paralelos à avenida Fernão de Magalhães, nas traseiras dos edifícios ali existentes”. A marginal passará apenas a ter acesso automóvel em caso de emergência.
A pedonalização desta área levará à criação de novas áreas urbanizáveis. A proposta do município passa pela criação de três novos quarteirões, “dois nos terrenos da IP e outro entre estes e a rua dos Oleiros, e ainda um novo edifício proposta para o lado Norte da rua do Arnado”.

Nesta zona, a proposta do município passa pela substituição dos armazéns ali existentes através da sua demolição, já que estão em desocupados e em mau estado de conservação, fornecendo desta forma “um remate adequado aos edifícios existentes a norte da avenida Fernão de Magalhães e a criação de algumas zonas ajardinadas que trarão a essa avenida alguma zona de verde”. Por outro lado, “permitirá evidenciar melhor os edifícios da Auto Industrial, da antiga Ideal (futura residencial sénior do grupo SIS Lux) e da Coimbra Editora/Critical Software” e “uma ligação direta da rua Abel Dias urbano à rua do Arnado com a criação de uma zona verde junto ao edifício da antiga Ideal.

Na proposta, está ainda previsto o prolongamento da rua dos Oleiros através da construção de uma nova ponte sobre o Mondego. A futura expansão para sul da rede MetroBus não fica posta em causa com a localização proposta, garantindo mesmo a sua integração na rede de metro através da instalação de uma faixa para os autocarros elétricos e um passeio pedonal no lado Sul da infraestrutura.

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