Opinião: Votar para Portugal

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Os emigrantes e lusodescendentes são representados por quatro deputados na Assembleia da República. São estes 4 que representam as Comunidades Portuguesas da Europa ( 2 ) e do Fora da Europa ( 2 ), num universo de 230 deputados.
Podemos votar cem ou um milhão, a nossa representatividade será sempre a mesma. No total somos cerca de 5 milhões de emigrantes e lusodescendentes, que na sua maioria continuam com ligações efectivas (e afectivas) a Portugal, onde investem o seu dinheiro e contribuem activamente para a economia nacional. São os embaixadores do país pelo mundo.

Já recebi o meu boletim de voto pelo correio, preenchi e devolvi, na esperança que muitos dos meus “colegas” emigrantes façam o mesmo. Mas é necessário repensar esta representação política da diáspora, uma vez que desde 1976 que Portugal não atualiza o número dos eleitos na emigração (quando tínhamos menos de metade da dimensão que temos hoje).

É uma luta antiga, que só me interessou a partir do momento que emigrei, mas o Conselheiro das Comunidades Portuguesas Pedro Rupio já há tempo que alerta para esta incoerência política. Li num recentre artigo seu que “172.699 portugueses elegeram 9 deputados no distrito de Faro em 2019, ao mesmo tempo que 158.252 portugueses residentes no estrangeiro elegiam 4 nos círculos da emigração”

No círculo da Europa, por exemplo, desde 1976 decorreram 15 eleições legislativas e por 14 vezes (só houve uma exceção em 1999 ), o resultado foi sempre o mesmo: um deputado eleito pelo PS, outro pelo PSD.
O suspense está assim arruinado mais uma vez este ano. Leram primeiro aqui o resultado das legislativas pelos círculos da emigração.

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