Opinião: Tendências europeias para 2022

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O próximo ano é crítico para a União Europeia. À medida que a incerteza e a volatilidade continuam a definir o estado da Europa, existem algumas questões prementes que importa analisar no ano que agora se inicia: Como se consegue equilibrar a adopção de medidas que restringem a propagação do COVID-19 e a progressiva abertura da economia sem restrições? Como é que o nível de inflação, elevados preços de habitação e de energia afectarão os padrões de vida e as economias dentro da União? Como é que a recuperação económica pode servir de plataforma para uma melhor autonomia estratégica, governança, e processos democráticos?
Neste contexto, abordo 3 tendências que provavelmente moldarão o próximo ano e enquadrarão os contornos do trabalho da União Europeia e a sua capacidade de acção:
COVID-19 será mais gerável, mas continuará a causar incerteza e polarização da sociedade: O terceiro ano da pandemia COVID-19 pode ter muito menos impacto na saúde e nas atividades diárias do que nos dois anos anteriores, mas a onda de um “movimento de aversão à solução” agravou-se, intensificando simultaneamente a polarização da sociedade.
A recuperação irá colocar frente a frente antigos e novos modelos de negócio e de trabalho: a pandemia acelerou processos tecnológicos e de automação, contribuiu para novos padrões de consumo e tornou cada vez mais visível e tangível a amplitude e profundidade das mudanças estruturais que existirão no futuro, sobretudo ao nível das condições de trabalho.
Excelentes expectativas e maiores riscos: Se 2021 foi o ano dos compromissos assumidos ao nível dos principais bens públicos globais, 2022 terá que ser um ano de concretização com processos de autonomia estratégica, transição digital e ambiental e a prioridade atribuída aos jovens.

 

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