Opinião: O que eu perguntaria!

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Quando o Diário for publicado o debate já aconteceu. Saberemos o que cada um, Costa e Rio, perguntou e o que cada um respondeu.
Por agora, interessa-me pensar o que poderia fazer sentido perguntar, para além do efeito de curto prazo que os protagonistas não deixarão de procurar.
A António Costa é naturalmente imperativo perguntar quais são os seus planos. Ou seja, se ganhar com maioria relativa e for obrigado a “coligar-se” exclui como até aqui o PSD? Se ganhar com maioria relativa põe em hipótese fazer um reset à geringonça e recomeçar? Se ganhar com maioria relativa e for suficiente, avança para entendimentos com o PAN e o Livre (deixando de lado o BE e o PCP)? Se for assim, como ficam as preocupações de estabilidade? Se o BE e o PCP se demonstraram instáveis, e assim lhes chamou durante os debates da pré – campanha, porque serão melhores (deste ponto de vista) partidos como o PAN e o Livre ? Se (por exemplo pensando na vontade do Sr. Presidente da República) for “forçado” a entender-se com o PSD faz-se substituir na liderança do PS por Ana Catarina Martins? Ou prefere sair tout court e deixar o PS nas mãos de Pedro Nuno Santos?
A Rui Rio, verdade seja dita, são talvez menos as dúvidas sobre a governabilidade. Sabemos que se entenderia com o PS. Mas poderá garantir que se a ligação ao Chega for a única forma de apear a esquerda do poder, ainda assim a recusa? E no caso de o casamento se fazer com a Iniciativa Liberal que tipo de cedências estaria preparado para assumir? Afinal o lugar político escolhido foi o de “rigorosamente ao centro” e Cotrim de Figueiredo parece preferir um lugar liberal, mas à direita. A ligação ao CDS, essa é óbvia e não exigirá grande trabalho de concertação. O esforço será diretamente proporcional à sua representação parlamentar que se estima muito baixa.
Pouco saberemos do que advogam para Portugal. Mas ao menos desta vez estão desculpados. Não há omelete sem ovos. E Marcelo não deixará que passe um governo em minoria!

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