Opinião: O porto comercial deve ser mudado para a margem sul?

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Sim, desde que… Passo a explicar.
Não se pode pensar estrategicamente o concelho da Figueira sem os seus portos, o comercial e o de pesca.
Mas, quando os olhamos, fica sempre a sensação de que uma dupla desconformidade histórica levou a que o comercial fosse construído dentro do rio e não de águas profundas, como o defendia Baldaque da Silva, e na margem norte e não na outra, onde está a grande força industrial.
Juntemos a isto o contexto clientelista, acomodado e apático com que se justificou o adiamento da urgente obra de aprofundamento da barra, canal de acesso e bacia de manobras para permitir o acesso de navios mercantes com maior calado e de maior dimensão face aos atuais, o facto de as acessibilidades rodo e ferroviária estarem a norte e de se poder assim libertar a margem norte do rio para receber cruzeiros turísticos de pequena/média dimensão, para justificar uma cuidadosa análise custo-benefício aos níveis técnico e económico, que fundamente uma decisão política sustentável.
Como já aqui o defendi, não devemos deixar de aproveitar esta oportunidade histórica, que resulta da conjugação do orçamento 2021-2027 da UE com o Fundo de Recuperação (em Portugal via Plano de Recuperação e Resiliência, o qual contempla 833 milhões de euros para Infraestruturas), e utilizar estes recursos para, desta vez e finalmente, corrigir erros e preparar o futuro.

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