Opinião: O Mar sem fim Português

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Na passada semana, desfraldada aos quentes ventos destas latitudes, a bandeira portuguesa e a esfera armilar reluziram em mais um ponto desta costa tropical cruzada há séculos pelos nossos Navegadores: o porto de Dakar acolheu o Navio da República Portuguesa D. Carlos I.
A Iniciativa Mar Aberto, no Golfo da Guiné, visa contribuir para o esforço internacional de capacitação dos países da sub-região, em particular os de língua oficial portuguesa, em matéria de segurança marítima. No âmbito destas ações de cooperação e – diga-se – de exemplar diplomacia naval, tive o privilégio de receber o NRP Sines, no final de 2019, no mesmo porto de Dakar.
Aproveitando a presença do NRP D. Carlos I, organizámos, assim, mais uma #DakarTalk, desta feita dedicada aos Oceanos – Parcerias eficazes para reforçar a segurança marítima no Golfo da Guiné.
Durante uma hora e meia, quadros superiores dos Ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Defesa, assim como oficiais das Marinhas de Portugal e Senegal, discutiram reais possibilidades de cooperação num quadro multilateral, tendo o Oceano Atlântico como pano de fundo, como a Iniciativa Mar Aberto, o Atlantic Centre, o projeto SWAIMS, e o Grupo G7 dos Amigos do Golfo da Guiné (G7++FoGG).
Esta foi a quinta #DakarTalk, um novo conceito de fazer diplomacia, desenvolvido pela Embaixada de Portugal no Senegal e com o propósito maior de promover Portugal na África Ocidental.
Já aqui vos dei conta das múltiplas iniciativas que promovemos, nos últimos três anos, sob a mesma temática dos Oceanos – a gastronomia, o combate à poluição, as praias, a segurança ou as inovadoras missões consulares a bordo. Como não fazer valer a diplomacia azul, o Mar e a nossa História, quando vemos no horizonte desta costa o mesmo azul que banha a praia lusitana, e quando o “mar sem fim é português”?
Nota: Cerca de seis meses antes da realização da 2.ªConferência dos Oceanos das Nações Unidas e do Sustainable Blue Economy and Investment Forum na universidade Nova, a realizar em Lisboa, são urgentes mais compromissos da comunidade internacional para lidar com as ameaças atuais.

 

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