Procura de prendas e miminhos esperada no Mercado de Natal

FOTO DB/ANA FERREIRA

Pouco depois das 14H00 deste sábado, horário de abertura do Mercado de Natal, já passeavam pelo recinto festivo adultos e crianças. A chuva ficou da parte da manhã e, depois de aberto ao público, a meteorologia foi mais favorável.

São 40 os comerciantes que participam nesta feira em que o artesanato local teve prioridade. Paula Rodrigues é uma das expositoras. Faz velas, sabonetes e ambientadores que perfumam a sua “casinha de madeira” na feira, o “Cantinho dos Aromas”. Presente desde a primeira edição, conta que todos os seus artigos têm saída no certame, mas “os miminhos alusivos ao Natal” são mais procurados, como velas em forma de pinheiro.

Também Ana Brito, responsável pelo stand da “Corina Sapataria”, fala em “miminhos” como algo que os clientes costumam procurar. Refere-se por exemplo aos chinelos e, de uma forma geral, a “prendinhas”, nomeadamente por quem ainda não sabe o que oferecer.

Na “casinha” de Maria João Salgueiro, “Anjo Artesanato Criativo”, os brinquedos são apetecíveis aos mais novos, mas também tem artigos adequados ao Natal que são atrativos para os clientes “menos crianças” (leia-se adultos). Quase tudo o que expõe é feito por si e pelo seu marido, mesmo as espadas e os escudos de madeira. Também procurados são os cavalos, as coroas e as varinhas.

Chuva preocupa

Sexta-feira foi o primeiro dia, que é habitualmente calmo, dizem os comerciantes. No entanto, os próximos dias não lhes oferecem expectativas de melhor afluência. Contam que estão preocupados com a chuva e que esta afaste os visitantes. Maria João Salgueiro lembra que no local das edições anteriores, praça dos Heróis do Ultramar, a feira era resguardada pela cobertura do Pavilhão Mário Mexia e das piscinas. Para fazer face a este assunto, Paula Rodrigues afirma que comerciantes vão sugerir à organização que se coloque cobertura sobre os corredores da feira, mesmo que seja paga pelos expositores.

O estacionamento da Ecovia no Vale das Flores é uma boa localização para Paula Rodrigues e Maria João Salgueiro. Para elas, é um local de passagem de muitas pessoas, com boa visibilidade.

Por seu lado, Ana e Maria João são da opinião que o recinto podia ter um espírito mais natalício e apontam falhas na atratividade do mercado. Ana Brito indica a falta de comida quente, cerveja artesanal ou até mesmo do pão com queijo da Serra presente em anos anteriores. Maria João Salgueiro refere-se à decoração do espaço envolvente: “parece pouco de Natal”.

No entanto, diz compreender “a incerteza das circunstâncias do que estamos a viver”. Para Paula Rodrigues, o mercado está acolhedor.

Apesar de considerar que devia haver mais incentivos à permanência das pessoas no Mercado de Natal, Maria João Salgueiro aponta a animação como um motivo para a visitar. Este ano, o certame conta com uma pista de gelo, estrutura que levou à mudança de localização do mesmo. A artesã do “Anjo Artesanato Criativo” convida à visita: “O Mercado de Natal tem coisas muito bonitas para verem e para comprarem”.

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