Preço da água em Coimbra aumenta em 2022

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A fatura da água em Coimbra vai aumentar em 2022, devido a um incremento na taxa do tratamento das águas residuais, afirmou ontem o presidente da Câmara, realçando que sem atualização de preços a empresa municipal “iria à falência”.

Em declarações à comunicação social, no final da reunião do executivo, o presidente da Câmara de Coimbra, José Manuel Silva, esclareceu que o aumento “andará à volta de 9,9%” somente na taxa variável do tratamento das águas residuais, mantendo-se o mesmo preço nas restantes componentes da fatura.

O autarca realçou que, no caso da tarifa social, o preço mantém-se e que o aumento da taxa é menor no caso das instituições particulares de solidariedade social.

De acordo com José Manuel Silva, a atualização dos preços terá um aumento de cerca de “um ou dois euros” na maioria das faturas.

O presidente do município explica a atualização do tarifário pelos preços aplicados em alta pela Águas do Centro Litoral à Águas de Coimbra (aumentaram em 3,31% no abastecimento de água e em 20,79% no serviço de saneamento de águas residuais) assim como a “herança” de um acordo assinado pelo anterior executivo, liderado pelo PS, que comprometeu-se a pagar o tratamento de mais 2,5 milhões de metros cúbicos de águas residuais.

“Não há forma de pagar sem refletir na fatura. Se não, a Águas de Coimbra teria um prejuízo de mais de dois milhões de euros e iria à falência”, salientou José Manuel Silva, considerando que esta era a “única maneira de equilibrar as contas” da empresa municipal, que precisa de ter capacidade financeira para “fazer reparações e substituição de equipamentos”.

O tarifário para 2022 foi aprovado com os seis votos a favor da coligação Juntos Somos Coimbra e cinco contra (quatro do PS e um da CDU).

“Não podemos, de modo algum, concordar com esta proposta que vem penalizar as famílias, numa altura em que as famílias estão depauperadas”, realçou a vereadora socialista Regina Bento, notando ainda que não foi facultada qualquer informação “sobre a estrutura de custos” da empresa municipal, não permitindo perceber se não haveria possibilidade de a gestão da Águas de Coimbra optar “pela via da contenção da despesa”.

Segundo os vereadores do PS, a taxa variável passa de 72% para 99,9% em 2022.

O vereador eleito pela CDU, Francisco Queirós, referiu que apesar de não deixar de compreender que há um aumento dos custos da água em alta, defende que os preços deveriam ser mantidos, votando por isso contra aquela proposta de tarifário.

Questionado no período antes da ordem do dia pela vereadora Regina Bento sobre a política fiscal para 2022, José Manuel Silva esclareceu que tendo já sido aprovado em agosto, na altura com a autarquia liderada pelo PS, o documento para o próximo ano, o atual executivo decidiu não lhe mexer.

Na proposta aprovada em agosto, o Imposto Municipal Sobre Imóveis (IMI) manteve o mínimo legal permitido, 0,3%.

Também para o ano, de acordo com a tabela de pessoal que foi hoje a reunião do executivo, o município prevê contratar mais cerca de 80 funcionários para departamentos “com lacunas identificadas”, referiu.

“Se queremos uma Câmara de Coimbra a responder às solicitações e aos atrasos que têm causado prejuízos nos cidadãos e empresas, precisamos de trabalhadores em setores-chave”, disse aos jornalistas, adiantando também que já foi assinado um entendimento com uma consultora externa para uma avaliação dos serviços da Câmara, para se avançar com uma reorganização estrutural da autarquia “de forma profissional, objetiva e desapaixonada”.

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