Opinião – Uso de dados para melhoria de serviços públicos

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O aumento exponencial dos sistemas de dados disponíveis a que acresce as novas ferramentas tecnológicas desenvolvidas acaba por abrir enormes oportunidades para a melhoria e desenvolvimento de políticas públicas mais ajustadas às reais necessidades dos cidadãos e das empresas.
Graças à análise de dados, é agora possível identificar os problemas que precisam de ser abordados, estimar a sua relevância e simular o impacto das políticas propostas através de a uma análise de impacto sem precedentes. Além disso, o perfil de dados pode permitir intervenções políticas mais granulares e melhor direcionadas, adaptadas a diferentes grupos de cidadãos ou – quando combinado com dados geoespaciais – territórios. De facto, a melhoria de serviços públicos pode resultar da combinação de um vasto conjuntos de dados não anteriormente reunidos, sendo assim fundamental a interligação entre dados de setores, territórios e populações.
Atualmente, existem grandes diferenças em termos da disponibilidade e qualidade dos dados públicos na Europa. Por exemplo, Florença publicou 1.392 conjuntos de dados no seu portal. Ghent foi a primeira cidade na Bélgica a oferecer conjuntos de dados em tempo real em termos de transporte e mobilidade – 12 no total.
Governos por toda a Europa já se comprometeram a promover soluções de e-Government, estão a investir em projectos de Smart Cities e entidades governamentais usam dados de empresas privadas para melhor planearem as suas cidades. Devido ao forte potencial da Universidade de Coimbra, do Instituto Pedro Nunes e das várias dezenas de startups com imenso sucesso na cidade, esta na altura das entidades municipais usarem os novos sistemas de dados e tecnologias de comunicação para melhorarem as suas atividades e facilitarem a interação com os cidadãos.

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