Opinião: Festival da Lusofonia em Macau

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Realiza-se este fim-de-semana a 24ª edição do Festival da Lusofonia em Macau.
Durante três dias, todos os caminhos vão dar às Casas Museu da Taipa, lugar onde tudo acontece.
Imbuída por uma atmosfera arquitetónica da primeira metade do século XX, o espaço é meticulosamente aproveitado, transformando-se numa mostra viva da cultura Macaense e de cada uma das 10 comunidades lusófonas aqui residentes, gastronomia típica, espetáculos de música, dança e um conjunto de jogos tradicionais portugueses que fazem a delícia de todas as faixas etárias.
Organizado pela primeira vez em 1998, o festival da Lusofonia surgiu como forma de homenagem por todo o trabalho realizado pela comunidade lusófona de Macau, em prol do desenvolvimento deste território e na construção da sua singular identidade.
Ano após ano, o festival foi consolidando o seu estatuto, transformando-se num importante acontecimento de partilha da cultura das comunidades de língua portuguesa com a cultura chinesa, comprovando, também aqui, o papel de Macau como plataforma de intercâmbio cultural entre a China e os PLPs,
Localizada num dos espaços ao ar livre mais privilegiados de Macau, virada para o cosmopolita Cotai, a promenade do festival é a área onde todos querem estar.
Ao percorrê-la temos oportunidade de parar e visitar cada uma das comunidades locais, as quais aproveitam o seu próprio espaço para promover o que de melhor têm para oferecer, quer seja na área das artes plásticas, joalharia, artesanato ou gastronomia. No final, num anfiteatro natural, os visitantes têm oportunidade de assistir a uma pluralidade de espetáculos de dança e musica ao vivo, protagonizados quer por artistas profissionais quer por alunos das várias escolas e associações do território.
A noite termina, como não podia deixar de ser, no “Brasil”, ao som de muito samba e algumas caipirinhas.
Se para a comunidade chinesa, a Lusofonia é uma forma de conhecer melhor a cultura e as tradições dos países de língua portuguesa, para nós, comunidade lusófona aqui residente, é estar mais perto de casa, pelos cheiros, pelos sons, pelo paladar inigualável e pelo olhar sobre a arte e tradições únicas que a todos nos une e tão bem nos identifica.

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