Opinião: A festa da passagem de ano deve realizar-se?

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O que nos diz a ciência sobre a transmissão da Covid-19 é que a aglomeração de pessoas favorece a transmissão do vírus, que é transportado através do ar em gotículas e em aerossóis emitidos pelos indivíduos infetados. Se a aglomeração de pessoas ocorre em espaços fechados, a probabilidade de transmissão é muito mais elevada do que ao ar livre. No entanto, ao ar livre a probabilidade de transmissão poderá ser elevada quando as pessoas aglomeradas se encontram a distâncias muito curtas, durante períodos prolongados e, pior ainda, se trocam bebidas, copos ou garrafas. Este é um cenário típico de uma noite de passagem de ano e, que no atual contexto de propagação mais fulgurante da variante ómicron, seria de evitar, podendo despoletar múltiplos focos de infeção que algumas semanas mais tarde poderão congestionar o nosso hospital e colocar em risco os nossos profissionais de saúde.
Teoricamente seria possível criar condições, com a aprovação das autoridades de saúde, para assistir ao fogo de artifício evitando o aglomerar de pessoas, limitando a assistência a reduzidas bolhas familiares ou de amigos, aproveitando os grandes espaços públicos que existem no concelho, reduzindo a probabilidade de propagação. Se houver alguma solução que garanta estas condições, o município deve ser claro a explicá-la e rigoroso a implementá-la. Caso contrário será mais avisado cancelar a festa de passagem de ano.

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