Opinião: A festa da passagem de ano deve realizar-se?

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Manter os festejos de fim de ano, nos moldes tradicionais, com grandes ajuntamentos, é uma medida sensata. Faltam testes nas Farmácias, não há experiência na organização de eventos, o controlo da obrigação de testes negativos é quase impossível, ou seja, há muitas barreiras à monitorização de multidões.
Para que possamos ter alguma certeza que a pandemia não piora com a saída para a rua de milhares de pessoas em plena celebração, a sociedade terá que estar preparada para defender os mais vulneráveis e aceitar um outro nível de risco. Parece-me que ainda não estamos nessa fase.
Contudo, as pessoas vão reunir-se em família, em grupos, os jovens irão ter estratégias alternativas de encontro e celebração, e é impossível controlar tudo. Segundo um recente artigo do jornal El Pais uma equipa de investigadores, tendo realizado várias simulações, afirma que são “almoços de negócios ou com os amigos e familiares em ambientes fechados, viagens em veículos e festas de final de ano” são o campo perfeito para a disseminação do coronavírus.
O risco mais elevado surge em confraternizações entre colegas de trabalho, e amigos, em espaços fechados mal ventilados. O risco desce imediatamente ao ar livre ou em espaços bem ventilados (<550ppm de CO2). Temos urgentemente que repensar os riscos e como mitigá-los no âmbito da covid-19. Estamos longe de uma estratégia inteligente para conviver com esta doença.

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