Graciano Paulo assume rutura e quer ESTeSC alinhada com o Politécnico

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Jorge Conde, presidente do Politécnico (e antigo presidente da ESTeSC), sintetizou a mudança: “Inicia-se hoje um novo ciclo de governação (…) com um projeto diferenciador face ao que esteve em vigor nos últimos quatro anos”.

Está visto que Graciano Paulo assume a liderança da Escola Superior de Tecnologias da Saúde de Coimbra (ESTeSC) numa lógica de rutura com a governação dos últimos quatro anos, encabeçada por João José Joaquim.

É certo que, no seu discurso, o novo presidente da ESTeSC nunca nomeou o seu antecessor – que, de resto, nem sequer esteve na sessão. Mas muito do que disse teve-o subentendido, nomeadamente, na defesa da cooperação orgânica, institucional e “política” com o Politécnico. “De nada vale ter uma ESTeSC forte se tivermos um IPC fraco”, afirmou.

Neste contexto, dirigindo-se a Jorge Conde, garantiu: “Poderá V.ª Ex.ª contar com a minha lealdade e permanente cooperação institucional, totalmente alinhado com a estratégia e prioridades por si definidas, contribuindo assim para o desenvolvimento do IPC, que o mesmo é dizer para o desenvolvimento das suas escolas”.

Graciano Paulo não poupou nas palavras, ao pedir “apoio e solidariedade do IPC” para vencer os desafios do mandato. “Hortas pequenas com muros altos condenam-nos ao fracasso”, sentenciou, acentuando que o “exercício dos pequenos poderes em nada contribui para o desenvolvimento da sociedade e das suas instituições”.

No que respeita a desafios, o novo presidente da ESTeSC enfatizou o rejuvenescimento do corpo docente (40% vai atingir a idade da reforma nos próximos 10 anos); a motivação dos trabalhadores não docentes; e o investimento na requalificação das instalações e “substituição urgente” de equipamentos laboratoriais degradados.

Num discurso enérgico e substantivo, Graciano Paulo terminou com uma mensagem às “forças vivas” da cidade: “É tempo de Coimbra deixar de parecer e passar a ser”.

E passou a explicar: “Na saúde, Coimbra tem o que poucas cidades do mundo têm: capacidade instalada de prestação de cuidados de elevada qualidade (pública e privada); instituições de ensino e investigação de elevado nível; recursos humanos de qualidade ímpar; empresas inovadoras e de elevado prestígio”.

Então o que falta para Coimbra passar a “ser”? “Uma estratégia integradora”, atirou, desafiando: “Precisa de alguém que tenha a coragem e a vontade para, de uma vez por todas, derrubar os referidos muros altos das hortas pequenas e desenhar um modelo de cooperação entre as partes”. | Paulo Marques

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