Emigrante criou bosque em Penacova com 40 espécies de árvores diferentes

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Cerca de 40 espécies de árvores numa mata de um hectare e meio é um verdadeiro exemplo de biodiversidade de que o seu proprietário, António Flórido, se orgulha.

Mesmo sem viver em Portugal há quase meio século, este emigrante na Alemanha desloca-se duas a três vezes por ano à sua terra-natal – Cheira, Penacova – onde ocupa a esmagadora maioria do tempo a cuidar das suas terras arborizadas.

É em Carregal, à beira da estrada que liga Penacova a Figueira do Lorvão, que se encontra a maior densidade florestal, resultante de uma ação de erradicação dos eucaliptos que lá existiam há duas décadas e plantação regular de espécies especialmente resilientes ao risco de incêndio, como são os sobreiros, medronheiros, amendoeiras, nogueiras e seis espécies de pinheiros.

Espécies autóctones e mediterrânicas

Nem todas as espécies são autóctones, mas todas são mediterrânicas, muitas delas adquiridas em França e Espanha, ao longo dos anos das viagens anuais de regresso a Portugal.
António Flórido diz que, “quando herdámos as terras dos meus sogros comecei logo a cortar os eucaliptos, na altura sem ideia nenhuma de futuro, mas porque era uma espécie de que eu não gostava”, acrescentando que “depois fui tomando consciência da importância da biodiversidade”, até porque onde reside na Alemanhã – Ringheim, no vale do Reno, a 400 metros da fronteira da Floresta Negra– “há uma consciência ambiental muito forte”.
“Gostava que as escolas da região se interessassem por mostrar aos alunos as diferentes espécies que existem naquela mata”, garante o proprietário, mostrando-se disponível para quem o quiser contactar para fazerem visitas, “até porque há veredas por onde passear”.
Só lamenta que numa outra faixa de terreno que tem igualmente arborizada, em Cavadinha, Cheira, “a proteção civil municipal foi lá abrir uma passagem em junho para fazer um trilho de BTT e deixou o amontoado de resíduos no meu terreno, a estragar o que é o meu trabalho”.

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