Duarte Sineiro distribui sorrisos internacionalmente

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“Sintetizando toda a minha a vida até hoje, sempre gostei de criar”. O jovem conimbricense de 17 anos, Duarte Sineiro, resolveu o mistério da sua vida, ao descobrir a área exata onde pode explorar as suas capacidades de criação e hoje em dia estuda num colégio internacional em Berlim (Alemanha) e faz espetáculos de “stand up comedy” pela cidade.

“Nunca gostei de desenhar, pintar ou fazer música. Não sabia o que queria fazer com a minha vida, mas sempre tive a certeza de que não queria ter o típico emprego das 09H00 às 17H00”. Duarte Sineiro tinha ambição de expor todas as suas capacidades, “o problema é que, e até há pouco tempo, ainda não tinha descoberto nenhuma área que o interessasse o suficiente para começar a criar”.

Duarte Sineiro explicou ao DIÁRIO AS BEIRAS que “num episódio de um podcast” percebeu quais seriam os novos sonhos e as novas metas.
“Neste episódio do podcast os intervenientes falavam de coisas que eles faziam, instintivamente, em pequenos, e que isso os moldou”. Foi aqui que todas as peças se montaram na cabeça de Duarte Sineiro e o jovem completou um puzzle que demorou 15 anos a ser concluído.

“Todas as peças estavam cá, mas mal organizadas. Em miúdo sempre gostei de comédia. Simultaneamente, as pessoas sempre me descreveram como um miúdo engraçado e esse era, sem dúvida alguma, um dos melhores elogios que me podiam dar. Fazer rir é, até hoje, a minha coisa favorita”, referiu.

Assim, aos 15 anos criou um podcast chamado “Choque Cultural”. Inicialmente, a intenção era falar sobre literatura e cultura, mas “como sempre teve uma personalidade cómica”, acabou por virar um podcast de comédia.

Duarte Sineiro está na Alemanha a mostrar conteúdo

Com o objetivo de conseguir uma carreira profissional, o conimbricense embarcou recentemente numa viagem até à Alemanha (Berlim), onde hoje se encontra, depois de conseguir uma bolsa completa para estudar num colégio internacional. Durante os últimos tempos, Duarte Sineiro tem comunicado com vários comediantes internacionais, e todos lhe disseram que o circuito de Berlim era o mais indicado para começar.

“Em Portugal, nomeadamente, na minha cidade, em Coimbra, a cultura de stand-up é muito escassa. Aqui em Berlim, numa das semanas, atuei quatro vezes em apenas quatro dias. Em Portugal se calhar esperava algum tempo para atuar este número de vezes”, referiu, completando que “nesta fase o palco é muito importante para o crescimento”.

“Preciso de palco para melhorar e tenho essa oportunidade cá. Quero aprender o máximo por aqui e voltar para Portugal já com alguma vantagem sobre os outros. Neste momento, o meu objetivo é ser comediante em Portugal”, disse.

E é nesse palco que o jovem explora alguns dos seus problemas e irritações “fazendo pessoas rir”.

“Quero passar a mensagem de que qualquer coisa pode ter graça e que é bom rir de coisas que à partida não são para rir”.

O comediante, nos seus espetáculos, utiliza também a sua estatura (sobre se sentir pequeno) e as diferenças entre os assaltantes portugueses e alemães.

“Não tenho delineada, ainda, uma mensagem concreta sobre o que pretendo transmitir ao público. Isso vou descobrir à medida que me vou desenvolvendo enquanto artista”, concluiu.

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