Congresso do PSD: antigo presidente da Câmara de Cantanhede eleito um dos vice-presidentes

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O 39.º Congresso do PSD termina hoje, domingo, com a votação das listas para os órgãos nacionais e o último discurso do presidente reeleito, Rui Rio, numa reunião muito virada para as legislativas de 30 de janeiro.

Ao longo do dia de ontem, em Santa Maria da Feira, foram muitos os oradores que vaticinaram uma vitória do PSD nas próximas eleições, incluindo as figuras críticas da estratégia de Rio, com Paulo Rangel e Luís Montenegro a prometerem empenho total na campanha.

O eurodeputado derrotado nas últimas diretas centrou grande parte do discurso nas críticas ao PS e garantiu ter aceitado os “resultados renhidos, mas claros”, que ditaram a reeleição de Rio com 52,4% dos votos no final de novembro.

Já o que mais entusiasmou o Congresso foi o do presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, que pediu união ao partido e “inconformismo” a Rui Rio para acreditar que, tal como na capital, é possível ao PSD vencer o país.

“Rui Rio, quero aqui dizer-lhe, alto e bom som, que não está sozinho. Tem um partido inteiro atrás de si. Tem um país ávido de mudança consigo”, afirmou, sendo, por várias vezes, ovacionado de pé.

O último dia está a ser marcado pelos resultados da eleição dos órgãos nacionais.

Nas escolhas para a direção, Rio voltou a apostar em nomes improváveis: o antigo presidente da Câmara de Cantanhede,João Moura, que preside atualmente à Fundação para os Estudos e Formação nas Autarquias Locais (FEFAL) com sede em Coimbra; e a bastonária da Ordem dos Farmacêuticos, Ana Paula Martins, sãos os novos vice-presidentes do PSD , substituindo no núcleo duro Nuno Morais Sarmento e Isabel Meirelles, que transitam para outros órgãos nacionais.

Este último dia dos trabalhos terminará com o segundo discurso de fundo de Rui Rio.

No seu primeiro discurso, na abertura do Congresso na sexta-feira à noite, Rio prometeu que no encerramento abordaria áreas como a economia, a saúde, a edução ou o ambiente, dizendo que em todas “se nota uma degradação, fruto da falta de rigor, do facilitismo e da ausência de coragem” por parte do Governo do PS.

Ontem, uma notícia avançada pela CNN Portugal animou os bastidores do Congresso: a possibilidade de o ex-presidente do PSD – que já não é militante do partido – Pedro Santana Lopes marcar hoje presença na sessão encerramento.

Ao mesmo canal, Rui Rio disse não saber se o atual presidente da Câmara da Figueira da Foz poderá vir a Santa Maria da Feira, já que o convite é feito protocolarmente a todos os antigos líderes.

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