Carlos Cortes preocupado com a falta de igualdade no acesso à saúde

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O presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, mostrou-se ontem preocupado com as assimetrias no acesso à saúde entre o litoral e o interior do país. No final de uma visita ao Centro de Prevenção e Tratamento do Trauma Psicológico no Pavilhão 4 do Hospital Sobral Cid, onde teve oportunidade de conhecer o trabalho que ali é feito diariamente, o especialista referiu que “quem vive distante de um hospital (central) tem mais dificuldade em aceder aos melhores tratamentos”.

Esta conclusão foi ainda mais reforçada após a visita ao centro existente no Sobral Cid e que é “a única resposta” existente no país para cidadãos expostos a acontecimentos potencialmente traumáticos (violência doméstica, bullying, stress, tentativa de suicídio, entre outros). “É necessária a contratação de mais profissionais para poder ser dada uma resposta maior a nível regional e nacional”, defendeu.

Segundo dados obtidos por Carlos Cortes, o centro já atendeu mais de 2.000 pessoas desde 2004 (ano de criação), a maior parte com idades entre os 40 e 60 anos e do sexo feminino. Este trabalho tem vindo a ser desenvolvido por um reduzido número de especialistas, estando para breve a entrada em funções naquele centro de um terceiro psiquiatra. “O serviço de Psiquiatria do CHUC, onde este centro se insere, já chegou a ter 80 médicos; agora, estão a trabalhar 42 especialistas”, referiu o presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos.

Carlos Cortes aproveitou esta deslocação para elogiar “o aproveitamento” que tem vindo a ser feito do espaço do antigo Hospital Sobral Cid e que permite recuperar a sua importância.

Depois de almoço, a Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos esteve reunida com os responsáveis da Organização Não Governamental para o desenvolvimento /IPSS “Saúde em Português” e que é, atualmente, presidida pelo médico Henrique Correia. As visitas inserem-se no programa da “Semana dos Direitos Humanos” da secção regional e que este ano decorre sob o lema “A Medicina e os Direitos Humanos”.

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