Ançã celebra 650 anos de elevação a vila durante um ano

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Os 650 anos da elevação de Ançã a vila vão ser celebrados ao longo de um ano que começou já ontem, com o histórico 12 de dezembro.

Uma nota à imprensa da Junta de Freguesia de Ançã explica que, inicialmente, estava previsto realizar ações como a habitual Gala “Ançã de Ouro”.

No entanto, “a Junta de Freguesia de Ançã deliberou alterar parte da celebração mais comunitária da efeméride do dia 12, celebrando estes 650 anos de elevação a vila durante todo o ano, ou seja, em vez de um momento, serão celebrados vários momentos desde o dia 12/12/2021 até 11/12/2022, conforme a data e a circunstância o exige”, indica o comunicado.

Não obstante, a manhã de domingo foi preenchida de ações evocativas.

No seu discurso, o presidente da Junta defendeu que 12 de dezembro é dia de honrar os antepassados, “que mesmo nos gestos simples de cada um, engrandeceram e engrandecem o nome de Ançã”.

Para Cláudio Cardoso, é também dia de agradecer a todos os ançanenses que, no seu entender, devem mover-se pela dedicação de tentar fazer mais e melhor.

Continuar a construir Ançã

“Para continuarmos a construir Ançã é necessário dar primazia ao uso dos nossos melhores valores de identidade e cidadania, herdados de gerações afirmativas, contrariar o pessimismo que não ajuda, continuar a alimentar o espírito de bem comum, solidariedade, interajuda que tão bons exemplos vamos tendo à nossa volta”, destaca.

Cláudio Cardoso garantiu ainda que “todos aqueles que se distinguiram durante este período de interregno não serão esquecidos em momento próprio”. Referia-se ao período em que a Gala “Ançã de Ouro” não se realizou.

A manhã de domingo contou com uma salva de foguetes, arruada da Junta e Assembleia de Freguesia acompanhada pela Phylarmonica Ançanense e hastear da bandeira da freguesia.

O momento evocativo teve atuações do grupo Ançãble e da Phylarmonica Ançanense. Para além de Cláudio Cardoso, interveio Daniela Rosa (secretária da Assembleia de Freguesia), Conceição Sá (deputada municipal) e Pedro cardoso (vice-presidente da Câmara de Cantanhede).

Houve ainda lugar a uma missa.

Evocação de António Madeira Teixeira

As comemorações dos 650 anos de elevação de Ançã a vila incluíram uma romagem ao cemitério, ontem de manhã.

Nesta foram evocados “todos os que nos antecederam e nos fizeram chegar ao que somos hoje”, indicou a Junta. Destaca-se a oração e deposição de flores por António Madeira Teixeira, fundador da Fapricela e último galardoado “Ançã de Ouro” antes da pandemia.

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