Portal de candidatura ao PRR “descomplica” acesso ao financiamento

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Foto DB/Ana Ferreira

A conferência anual do DIÁRIO AS BEIRAS, realizada no âmbito da publicação da revista “As mil maiores empresas da Região Centro”, constituiu um forte impulso na divulgação dos investimentos anunciados e que estão em curso para a região Centro.

Sob o mote do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), a conferência contou com a presença do presidente da Estrutura de Missão Recuperar Portugal. Fernando Alfaiate dirigiu-se diretamente a uma plateia de cerca de 100 pessoas, em grande parte constituída por empresários, para mostrar o quanto está simplificado o acesso à informação de concursos abertos através do PRR – o que é feito através de um site próprio que se mostra muito intuitivo – adiantando que há uma grande “manifestação de interesse” por parte dos candidatos aos investimentos.

A conferência do DIÁRIO AS BEIRAS, que teve lugar ontem à tarde no Auditório Marques de Almeida, do Instituto Superior de Contabilidade e Administração / Coimbra Business School, contou ainda com a presença da presidente da CCDRC, Isabel Damasceno. A responsável pela estrutura de gestão dos fundos a nível regional reconheceu que ainda há cerca de 40% de fundos da Europa do Portugal 20/20 por executar, justificando a situação na região Centro por “vicissitudes várias, especialmente o problema grave dos incêndios, que obrigou os municípios a desviarem os seus esforços para a recuperação dessa área”.

Todavia, Isabel Damasceno está convicta de que “haverá condições para absorver todo o dinheiro disponível” no quadro do Portugal 20/20, embora o próximo quadro comunitário de apoio, estruturado a um horizonte de uma década, já esteja a iniciar-se.
Entretanto, o designado Next Generation EU é um instrumento temporário de recuperação económica e social da Europa, que surgiu na sequência dos impactos negativos da pandemia, onde se enquadra o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Execução até 2026

De acordo com a Estrutura de Missão, “o PRR é um programa de aplicação nacional, com um período de execução até 2026, e vai implementar um conjunto de reformas e de investimentos que permitirá ao país retomar o crescimento económico sustentado”. Os recursos totais são de 16,6 mil milhões de euros, 2,7 mil milhões dos quais são de empréstimos.

O PRR está estruturado em 20 componentes, que integram, por sua vez, um total de 37 reformas e de 83 investimentos. As 20 componentes e as respetivas reformas e investimentos estão agrupadas no PRR em torno de três dimensões estruturantes: Resiliência, Transição Climática e Transição Digital.

O diretor executivo da farmacêutica Bluepharma, Paulo Barradas, foi outro dos intervenientes da conferência de ontem do DIÁRIO AS BEIRAS.
Expressou a sua confiança de que o PRR será um instrumento que, sob boa gestão, vai ajudar Portugal a recuperar. Disse que a pandemia desafiou o grupo empresarial que dirige a “fazer ainda mais investimentos”, ressalvando que “têm de ser feitos de forma assertiva, sem promover o desperdício”, até porque, afirmou, “somos de gerações que vão deixar muitas dívidas às gerações futuras”, concluindo que “melhor do que ser otimista é ser otimizador”.

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