Opinião: A Académica.OAF e o seu futuro imediato. Jogar sem bola… é fácil!

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Todos nós desejamos o melhor para os nossos clubes e todas as modalidades desportivas, individuais ou colectivas, porque é um dado adquirido que a sua prática é útil, recomendável e não carecendo de demonstração!Tudo o que diz respeito ao desporto, nomeadamente na nossa cidade e região, foi uma constante de estudo, de análise e, não poucas vezes, de preocupação.

No mesmo sentido, a normalização da vida das Instituições é vital para uma gestão criteriosa. Formação e competição estão interligadas, porquanto, se não existir uma formação adequada, os nossos mais jovens nunca atingirão patamares de excelência. Mas, mesmo não os atingindo, “ganharam” um conjunto de aptidões que lhes servirão de alavanca para a vida.

Assisti e participei num passado muito e demasiado recente, à Assembleia-Geral da Associação Académica de Coimbra.oaf.

É comum a ideia de que está tudo ou quase tudo errado. A causa da doença está diagnosticada – acho que é assim que se diz – mas faltam meios para a cura.

Quem for mais atrevido do que eu poderia identificar alguma. Mas outra “alguma mais” são quase impossíveis de determinar. Porque à resolução de alguma, sempre outra aparece, essa, a tal, impossível de determinar.

Antecipar o acontecimento é extraordinariamente difícil, ainda que alguns mais iluminados – e ainda bem que os há…egos grandes – encontrem soluções milagrosas.

O mais fácil é fechar, dizem uns; fazer mais um referendo, defendem outros; formar uma comissão administrativa quando todos os órgãos estão a funcionar, ainda outros; enfim, uma amálgama de soluções a que não corresponde uma tese, a sua antítese como pensamento diferente, para chegar a uma síntese, que naturalmente originaria uma nova tese!

Uma desgraça!

A AAC.oaf sempre foi governada de fora para dentro. A não ser num espaço de tempo curto da sua história em que o presidente foi José Eduardo Simões, honra lhe seja feita, tentou que se valesse por si própria. Não o conseguiu porque a sua maneira de ser, feitio como se costuma denominar, não era propriamente fácil. “A mesma água não passa duas vezes debaixo da mesma ponte”!

Estará a AAC.oaf a viver uma orfandade complicada, depois de todos os trambolhões que tem sido obrigada a dar, e sem que ninguém a ampare?

Quem dela se serviu já “deu às de vila diogo”, foge até de qualquer compromisso, porque a capacidade de influenciar se esfumou. Porque agora, deveria ser a altura de lhe retribuir com parte daquilo que a própria lhes deu.

O que é naturalmente invejável, é alguns tentarem ajustar soluções velhas para problemas novos. Só que há novos com discurso de velhos!

Tudo mudou. O mundo viveu e vive momentos de grande incerteza. Só nesta instituição, não! Parece estar tudo na mesma, envolta numa redoma, apenas atentos a si mesmo descurando o que a realidade nos diz!

O futuro parece estar a ser cada vez mais negro…como se tal ainda fosse possível! E será?

As reuniões magnas deverão passar a ser um espaço de debate em que posições, aposições e oposições se afirmam.

Na lama em que o futebol se está a tornar – sou muito optimista! – não poderemos perder o entusiasmo.

Afirmar Coimbra num contexto nacional diferente, urge!

Já não chega afirmar que, “não é melhor, nem pior…mas diferente”, sem que o demonstre. Fiquei com a ideia que afinal ainda está longe de o ser.

Seria interessante se se conseguisse fazer diferente, assumir a diferença. Como? Quando? De que forma?

Andamos sempre muito preocupados com o agora!

A solução poderá estar aí. Ao virar da esquina. Estude-se. Discuta-se. Decida-se. Faça-se!

Isso sim, era trabalho!

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