Município de Cantanhede mantém taxa de IMI e isenção da Derrama

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A Câmara de Cantanhede vai manter em 2022 a taxa de imposto municipal sobre imóveis (IMI) praticada este ano, bem como a isenção da derrama, anunciou hoje o município.

A proposta aprovada pelo executivo municipal visa adotar em 2022 a mesma taxa de IMI do presente ano, “ou seja 0,38%, mantendo assim o desconto de 15,6% em relação à taxa máxima de 0,45% que poderia ser cobrada aos proprietários de prédios urbanos do concelho”, refere a autarquia numa nota de imprensa hoje enviada a agência Lusa.

A proposta prevê a aplicação do IMI Familiar, traduzido numa ainda maior redução do imposto para agregados familiares com dependentes a cargo.

Contempla “um desconto de 20 euros para as famílias com um dependente à sua responsabilidade, 40 euros para as que têm dois dependentes e 70 euros para as que têm três ou mais dependentes”.

“A taxa de IMI é ajustada à realidade socioeconómica do concelho e traduz um esforço no sentido de não sobrecarregar as famílias e os agentes económicos nesta fase em que tem sido por demais evidente a necessidade de aumentar a receita para fazer face ao apreciável crescimento da despesa no combate à pandemia de covid-19”, sustentou, citada na nota de imprensa,a presidente da Câmara, Helena Teodósio.

Relativamente à Derrama foi aprovada a sua isenção para empresas com um volume de negócios que, no ano anterior, não ultrapassem 150 mil euros.

Ficam isentas desta “taxa sobre o lucro tributável sujeito e não isento do imposto sobre o rendimento das pessoas coletivas (IRC), os agentes económicos que não superem o referido valor de faturação, mantendo-se a taxa de 1,5% para as restantes”, explica na nota aquele município do distrito de Coimbra.

Esta medida pretende ser um “incentivo para as empresas beneficiárias superarem as dificuldades” resultantes da pandemia provocada pela covid-19.

No mesmo comunicado, o município expressa ainda a intenção de manter em 2022 o incentivo à empregabilidade, programa destinado designadamente a estimular o mercado de trabalho e promover o alargamento da oferta de oportunidades de emprego.

“Este apoio materializa-se na atribuição de uma verba pecuniária por cada posto de trabalho criado por empresas do concelho que procedam à criação líquida de emprego”, concluiu a autarquia.

A proposta vai ser submetida à votação da Assembleia Municipal.

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