Cultura do Centro lança projeto piloto “Centro de Exposições Virtuais”

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A Direção Regional de Cultura do Centro (DRCC) lança ao público, no domingo, um Centro de Exposições Virtuais com peças de vários museus da região Centro.

A iniciativa traduz-se numa sala de exposições temporárias que existe “exclusivamente no mundo digital”, ou seja, “não se encontram presencialmente em nenhum lado”, disse a diretora da regional de Cultura do Centro, Suzana Menezes, hoje na sessão de apresentação do projeto, em Coimbra.

Aliado a esta plataforma, a DRCC criou um quarto gabinete, neste caso, um “gabinete de virtualização”, que vai servir os municípios da região Centro, de modo a encontrar condições para salvaguardar o património cultural.

Trata-se de um gabinete que servirá para incrementar a capacidade digital da região, bem como a utilização das novas tecnologias, nomeadamente a digitalização em 3D (três dimensões), para “preservação e divulgação” do património cultural.

O Centro de Exposições Virtuais é produto deste novo gabinete.

Esta sala de exposições ‘online’ (centrodeexposicoesvirtuais.pt) conta com peças em dimensão 3D, através de fotogrometria digital, algumas delas que não estão disponibilizadas ao público, por diversos motivos, designadamente por comprometerem o seu estado de conservação.

“O desafio que nós vamos lançar aos museus é um dado tema que será escolhido em função daquilo que se estiver a passar” e, assim, “levar os museus a identificarem dentro das suas coleções peças que tenham histórias para contar sobre o tema que se pretende trabalhar”, explicou Suzana Menezes.

No âmbito da celebração do dia do Mediterrâneo, a primeira exposição remete para essa dimensão cultural, estando a plataforma disponível no dia 28, domingo.

O Museu de Santa Clara-a-Velha (Coimbra), o Museu José Malhoa (Caldas da Rainha), o Museu Nacional Machado de Castro (Coimbra), o Museu Monográfico de Conímbriga (Condeixa-a-Nova, Coimbra), bem como o Museu da Vila Romana do Rabaçal (Penela, Coimbra), são as instituições que integram neste momento o projeto.

A curadoria destas exposições e todo o processo de digitalização é da responsabilidade da DRCC, que irá deslocar-se aos museus para todo o processo de digitalização.

“O que nós queremos é que as exposições virtuais se assumam como uma razão para descobrir outros patrimónios complementares”, frisou a responsável.

A ideia é que as exposições correspondam a um conjunto de ações de mediação cultural, e juntar no mesmo espaço os museus da região Centro, independentemente da sua tutela.

O objetivo deste trabalho passa por criar uma rede envolvendo museus (municipais, regionais, nacionais), salvaguardando a preservação do património cultural, através da digitalização, e ainda promover e estimular a divulgação do património, promovendo as instituições museológicas.

A plataforma irá receber pelo menos duas exposições temporárias por ano, onde vão ser convidados outros museus da região para integrar em novas exposições.

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