PRR não pode justificar corte de verbas estatais, avisa reitor

“DB-Pedro Ramos”

O reitor da Universidade de Coimbra (UC) deixou ontem o aviso de que o financiamento europeu do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) não pode ser usado como argumento para o corte de financiamento estatal à universidade.

“O segundo ponto refere-se à premência de, em absolutamente nenhuma circunstância, se usar o dinheiro europeu como argumento para o corte de financiamento estatal, principalmente numa fase de clara expansão da Universidade de Coimbra”, sublinhou.

Amílcar Falcão proferia o seu discurso da sessão solene de abertura das aulas na UC, referindo-se à questão do subfinanciamento crónico do ensino superior.

Ainda em relação ao PRR, defendeu a necessidade de evitar erros antigos na execução dos fundos europeus, como “decisões obscuras e sem fundamentação”, através da transparência e acesso à informação.

No início da intervenção, o reitor divulgou que, em termos de investigação, a UC apresenta, no primeiro semestre deste ano, um valor superior de angariação de financiamento competitivo superior ao total do ano de 2020. Assim, perspetiva-se para 2021 a angariação do valor mais elevado de sempre.

Esta cerimónia pôde já dar testemunho de uma Sala dos Capelos com ocupação semelhante ao cenário pré-pandemia, facto enaltecido pelo reitor logo no início da intervenção.

A precariedade do emprego científico foi outro dos temas de destaque no discurso reitoral.

“Portugal não se pode dar ao luxo de ter quadros altamente qualificados sem criar as condições necessárias para uma efetiva entrada no mercado de trabalho por parte destas pessoas. Em boa verdade, nenhum país pode, sob pena de hipotecar o seu próprio futuro”, disse, perentório.

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