Opinião: Está explicado

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Foi de facto a mudança alcançada nas últimas eleições autárquicas que permitiu avançar, finalmente, com a nova maternidade em Coimbra. Ainda em Setembro, a primeira exigência do novo presidente da Câmara foi dirigida ao primeiro-ministro António Costa que, é bom recordar, anunciou durante a campanha eleitoral que a nova maternidade iria ser uma realidade a breve trecho e, no Parlamento, chegou a dizer que a obra podia avançar de imediato, ressalvando que queria, em primeiro lugar, conversar com o presidente da Câmara eleito.
Tal conversa deve ter acontecido, pois o Presidente da Câmara Municipal de Coimbra e o Presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra anunciaram, esta semana, o local onde será construída a nova maternidade da cidade – no pólo dos Hospitais da Universidade. Constatou-se, então, um imediato repúdio do PS concelhio sobre a dita localização, o que significa que, caso não tivesse havido alteração no executivo camarário, a nova maternidade não seria uma realidade a breve trecho.
Ao contrário da estrutura partidária concelhia, o líder socialista no distrito manifestou publicamente a sua satisfação pela notícia de que o governo vai avançar com a construção da nova maternidade.
Aguardemos agora se este novo fulgor e capacidade reivindicativa se estende à mudança para Coimbra do Tribunal Constitucional (já agora, sem os juízes que votaram a favor do parecer desfavorável à deslocalização, e pelos motivos que eles invocaram), às alterações ao sistema de mobilidade do Mondego e a tantas outras propostas que compunham o programa eleitoral da coligação, num total de 112. Seria bom que Coimbra não precisasse mais de telefonar para este número de emergência.

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