PS vence pela primeira vez em Penela que era liderada pelo PSD desde 1976

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D.R.

O socialista Eduardo Santos venceu as eleições para a Câmara de Penela, no distrito de Coimbra, e colocou um ponto final a 45 anos de governação ininterrupta do PSD.

“É com muita satisfação e humildade que venci esta eleição, pois desde o primeiro momento senti o apoio das pessoas”, disse o presidente eleito, salientando que a população “queria uma mudança na forma de fazer política em Penela”.

O gestor hoteleiro, de 45 anos, frisou que a sua candidatura apresentou um programa “em que as pessoas estão em primeiro lugar”.

“De uma forma construtiva e positiva, conseguimos contagiá-las e fazê-las acreditar na mudança”.

Para o futuro presidente do município de Penela, o projeto apresentado “é difícil e exigente, mas é exequível e vai-se trabalhar para todos por igual”.

Para a Câmara e Assembleia Municipal, a candidatura socialista venceu em todas as freguesias.

O candidato social-democrata Rui Seoane, vice-presidente no atual executivo, assumiu pessoalmente a derrota: “As pessoas não reconheceram em mim mérito nem capacidade para conduzir os destinos do concelho”.

Médico dentista de formação, o autarca salientou que os resultados “não corresponderam às expectativas iniciais que tinham e assume-se a derrota, que é incontestável”.

“É a democracia a funcionar na sua verdadeira essência. Penso que as pessoas não se identificaram com o projeto ou com os candidatos”, sustentou Rui Seoane.

O município de Penela, com 5.443 habitantes, segundo os resultados preliminares dos Censos 2021, era governado pelo PSD desde as primeiras eleições autárquicas de 1976.

O executivo municipal ainda em funções é constituído por quatro eleitos do PSD e um do PS.

Nestas eleições, concorreram à presidência da Câmara de Penela, Rui Seoane (PSD), Eduardo Santos (PS) e Graça Pedrosa (CDU).

De acordo com os resultados provisórios da Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna, o PS venceu as eleições para a Câmara de Penela com 56,6% dos votos, contra 39% do PS e 0,98% da CDU.

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