Opinião: Os melhores, se faz favor!

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No próximo domingo, os portugueses têm em mãos a decisão de quem nos irá governar localmente nos próximos 4 anos. Sendo esta a extensão da nossa governação que mais próxima está das populações e onde a relação entre o povo e o político eleito pelo povo assume a sua dimensão máxima, considero este o acto eleitoral de maior importância da nossa democracia.

Considerando que o espaço de opinião que ocupo neste jornal é subordinado ao tema “economia das empresas”, a questão que se pode colocar é: e o que é que as eleições autárquicas têm que ver com a economia das empresas? Na minha opinião, tudo.
As empresas no seu global, mas as micro e pequenas empresas que tanto caracterizam o tecido empresarial português em particular, enquanto entidades integradas no território, são afectadas de forma inequívoca pelas políticas definidas pelo poder autárquico.

Na utilização dos poderes que lhe são conferidos e que se prevêem alargados com o evoluir do processo de delegação de competências, os nossos executivos municipais têm a capacidade de afectar o seu território, em termos de atractividade para as empresas em assuntos tão amplos como as infraestruturas criadas para acolher empresas, a política fiscal a praticar a nível local (ex: derrama, IMI, taxas municipais diversas), a capacidade de atrair e fixar pessoas que se tornem a mão-de-obra necessária a essas empresas, nos apoios prestados ao tecido empresarial para fixação de novas empresas, na aplicação de “tarifários industriais” nos serviços prestados pelos municípios, entre outros.

Tendo por base o tema comum de todas a intervenções do primeiro-ministro António Costa no âmbito destas eleições autárquicas, e se o pregador não mentir, pois tem sido claramente essa a mensagem, os municípios terão, nos próximos anos, quantias muito significativas de dinheiro oriundo do PRR para utilização (via quadro comunitário). Mas convenhamos, acenar com dinheiro, por si só, não é a solução. A solução passa por eleger este domingo quem saiba não só captar esse dinheiro, mas acima de tudo, quem saiba aplicá-lo devidamente nos nossos territórios.

Na parte mais interior do nosso distrito e em particular na Beira Serra onde me incluo pessoal e profissionalmente, a estratégia de gestão autárquica assume particular relevância. O combate à desertificação destes territórios é um tema comum a todos os concelhos da região e deverá ser encarada como a principal missão de todos os executivos municipais. Uma premissa essencial para a fixação de pessoas é, obviamente, o emprego. Por consequência, o emprego deriva da fixação de empresas. A fixação de empresas, como já referi, tem estreita relação com a pro-actividade que cada município tem em relação a este tema. Nós, empresários, procuramos para as nossas empresas aquilo que cada cidadão procura normalmente para a sua vida: as melhores condições possíveis.

O futuro está nas nossas mãos e ninguém deve fugir da responsabilidade de participar activamente na sua construção. É tempo de eleger competência, estratégia e dedicação desprovida de interesses pessoais. Os nossos territórios são e continuarão a ser no futuro o reflexo da competência daqueles que elegemos a cada ciclo eleitoral e em abono da verdade devo dizer que, é com muita satisfação, que vejo que nos últimos tempos têm surgido bons exemplos. Exemplos de arrojo, de investimento sério na captação e fixação de empresas e pessoas. São estes exemplos que temos que eleger e em maior número.
Por tudo isto e muito mais, precisamos que o nosso voto nos traga os melhores, se faz favor!

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