Opinião – O planeta como casa comum

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Estava eu na calmaria do Alentejo quando o telefone tocou e me foi solicitado que escrevesse umas linhas sobre 5 desafios para a próxima década. Assim, e neste ambiente propício à meditação, desde logo me surgiu a encíclica Laudato si, do Papa Francisco onde se apresenta uma ideia forte, apelidando o planeta de Casa Comum.
Francisco propõe na sua reflexão uma ecologia integral, que inclua claramente as dimensões humanas e sociais, as dimensões da ecologia ambiental, económica e social, cultural e da ecologia da vida quotidiana. Refere-se ainda à inseparável relação do bem comum, “princípio este que desempenha um papel central e unificador na ética social”, e ao conceito de “justiça intergeracional”. A ideia de ecologia integral considera que “tudo está intimamente relacionado e que os problemas atuais requerem um olhar que tenha em conta todos os aspetos da crise mundial”.
Estes serão os principais desafios com que a humanidade terá que se relacionar no futuro. Não são desafios de agora, são já de há muito tempo, mas por comodismo ou distração, nada tem evoluído numa melhoria que é urgente e onde não temos tempo a perder.
Mas sobre estes desafios que nos dizem respeito a todos e em que todos temos a responsabilidade de participar, existem aqueles que são individuais, das classes profissionais ou do lugar que cada uma ocupa na sociedade, ou seja, no seu quotidiano.
No que me diz respeito, tentarei refletir e enumerar os 5 principais desafios que gostaria de me comprometer e de ajudar a melhorar.
Assim, e sendo eu um empresário que emprega um assinalável número de colaboradores, tudo farei para continuar a criar valor e a atender ao bem comum, procurando contribuir para uma sociedade mais inclusiva e justa do ponto de vista económico e social.
Comprometo-me, igualmente, a manter e a estimular as melhores e mais avançadas práticas ambientais, de segurança e saúde ocupacional, conforme atestam há quase 20 anos as certificações ISO 14001 e OHSAS 18001 que ajudam a garantir estes desígnios na Bluepharma.
Também na área da Educação, promoverei políticas de acesso e estimulo à formação profissional, ao nível do que melhor se faz no mundo.
Pretendo, ainda, certificar a Bluepharma como entidade familiarmente responsável, evidenciando as boas práticas existentes e adotando outras, no sentido de atingir uma verdadeira conciliação entre a família e o trabalho.
Por fim, ao continuar a contribuir para um sistema de saúde mais sustentável com medicamentos de grande qualidade a custos acessíveis para a sociedade, tudo farei para continuar e ter como política central a Inovação. Prosseguiremos na Bluepharma o sonho da descoberta de um medicamento inovador para uma patologia que não tenha ainda solução na atualidade.
São estes os desafios, não só para a próxima década, mas para os anos em que a saúde nos permita continuar a caminhar e sonhar com um mundo melhor.

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