Opinião: “Primeira jornada da nova época inicia-se em terreno sem condições”

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O verão assinala para muitos que, como eu, vivem muito do seu tempo fora de “portas” a “primeira jornada” de um “campeonato” longo, sempre estimulante e duro, disputado por gente que consigo transporta a “bandeira” de um país no discurso e sempre disposta empolar as suas maravilhas.
Desta forma, e nunca questionando o direito à greve, permito-me questionar o oportunismo com que muitas são calendarizadas sem que se ponderem efeitos na economia e na vida dos demais, assim pervertendo a sua definição e o seu justificado direito.
À semelhança do que vivenciámos num passado recente com as sucessivas greves de várias classes profissionais, ocorridas em momentos cirurgicamente escolhidos, estamos agora aprisionados por sucessivas reivindicações, mesmo que justas, de todos os que garantem a operacionalidade dos nossos aeroportos.
Sejam pilotos, tripulações, agentes de autoridade ou demais funcionários que direta ou indiretamente assumem um papel essencial ao normal funcionamento dos aeroportos, Portugal vê-se repetidamente confrontado com a marcação de greves que não garantem serviços mínimos, castram o país de oportunidades cruciais ao seu desenvolvimento e à sustentabilidade de uma economia já de si frágil e cada vez mais dependente da relação com o exterior.
Sendo assumidamente um país seguro, de gente capaz e acolhedora, e dotada de características únicas, Portugal é por muitos considerado um destino de férias de excelência cuja experiência se transforma numa dolorosa vivência à chegada e à partida.
Paralelamente, carecendo de contributo de todos os que se dispõem a propalar ao Mundo os nossos méritos, é inconcebível que se adiem, ou suprimam, sonhos e oportunidades.
Não merecemos. Carecemos de melhores “árbitros”.
Escrevo em pleno voo impelido por um sentimento de desconforto e desolação pelo que ouço sobre o nosso País no momento da partida.

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