Posição Comum da “Plataforma Cidades” quer alta velocidade a passar por Aveiro

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FOTO CÂMARA MUNICIPAL DE AVEIRO

O grupo cívico “Plataforma Cidades” vai entregar ao Governo a “Posição Comum” sobre a Alta Velocidade e Ferrovia em Aveiro, com apoio declarado de instituições académicas, anunciou hoje.

A “Posição Comum”, hoje revelada por Pompílio Souto, coordenador daquele grupo de reflexão cívica, foi elaborada com contributos de autarquias, empresas, associações e cidadãos individualmente e vai ser entregue ao Governo como “peça” a incluir no processo de Discussão Pública do Plano Ferroviário Nacional.

“Defendemos que a Linha de Alta Velocidade (LAV) tenha na Cidade-Região uma única Estação – a existente de Aveiro – e que o Plano Ferroviário Nacional, a operação, o projeto e a obra da LAV estabeleçam e concretizem o necessário, nomeadamente o ‘bypass’ – Oiã, Aveiro, Canelas – que traga as composições e os serviços de Alta Velocidade até à Linha do Norte e Linha do Vale do Vouga, na Estação de Aveiro”, explica a Plataforma Cidades.

A “Posição Comum” preconiza também “intervenções profundas no Porto de Aveiro que o tornem homólogo e funcionalmente articulado com o de Leixões, ambos – para já – utilizando a Linha da Beira Alta reabilitada para, em tempos e a custo razoáveis, ligar à Europa”.

“Defendemos, ainda, que o troço da Linha do Norte, Espinho-Aveiro quadruplicado e a Linha do Vale do Vouga Reabilitada enquanto Estrutura Espacial Urbana, constituam o Anel de Desenvolvimento do Noroeste do Entre Douro e Mondego, assente na nuclearização sustentável inteligente do território, do povoamento e das respetivas comunidades”, acrescenta.

São várias as razões apontadas no documento daquela organização cívica para defender a concentração em Aveiro dos três modos ferroviários: a Alta Velocidade (AV), a Linha do Norte (LN) e a Linha do Vale do Vouga (LVV).

Desde logo porque “reforça a centralidade da Capital da Cidade-Região de Aveiro e do Noroeste do Entre Douro e Vouga, e distribui as vantagens na Linha do Norte e Linha do Vale do Vouga na Região, num raio médio não inferior a 50 quilómetros”.

Diminuir a “pegada ecológica” nas deslocações rodoferroviárias, de passageiros e mercadorias e “aumentar a acessibilidade e a atratividade dos lugares, podendo contribuir para a fixação da mão-de-obra e de quadros”, são outras virtualidades apontadas.

“Esta proposta resolve os constrangimentos atuais e estrangulamentos previstos no que se refere às relações do Centro, Norte, Noroeste e Arco Atlântico com o mundo do transporte marítimo de mercadorias e também de passageiros”, advoga.

A Plataforma, entre outras medidas, defende que deve ser posto de novo a funcionar quer o ramal quer a plataforma logística de Cacia e outras, criando “as articulações necessárias às inserções adequadas na Linha do Norte e Beira Alta, com o que possam ser “plataformas logísticas e de agrupamento de cargas”.

A “Posição Comum” apresentada pela Plataforma Cidades é apoiada pela Universidade de Aveiro, pelo Centro de Investigação do Território, Transportes e Ambiente das Universidades do Porto e de Coimbra (CITA) e pela Fundação António Pascoal.

“Para além do apoio à ‘Posição Comum’, estas entidades manifestam interesse e disponibilidade para trabalhar com a IP – Infraestruturas de Portugal, autarquias, empresas e cidadãos, no desenvolvimento da reabilitação da Linha do Vale do Vouga como Estrutura Espacial Urbana, que conjuntamente com o troço Espinho-Aveiro quadruplicado, completa o Anel Ferroviário decisivo na estruturação do desenvolvimento do “Noroeste do Entre Douro e Mondego”.

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