Politécnico de Leiria lança projeto de exercício físico para pessoas com cancro da mama

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Os estudantes de um mestrado do Politécnico de Leiria lançaram o projeto “Active Pink”, que visa promover o exercício físico e estilos de vida saudáveis para pessoas com cancro da mama, anunciou hoje a instituição.

Dinamizado por estudantes do mestrado em Prescrição do Exercício e Promoção da Saúde, da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (ESECS) do Politécnico de Leiria, o projeto acaba de iniciar a sua fase de implementação, com o apoio da Clínicas Rui Faria, que está já a receber doentes com cancro da mama do Centro Hospitalar de Leiria, avança uma nota de imprensa.

Os estudantes Cândida Bairrada e Miguel Calado são os promotores do projeto, que teve início em outubro de 2020, através de diversos eventos abertos ao público em geral, mas com especial incidência nos doentes com cancro da mama.

A clínica Rui Faria disponibiliza o seu espaço em Leiria para que o programa de exercício físico com doentes de cancro da mama se realize. “A evidência científica vai mostrando que estes tipos de condições de saúde beneficiam muito com o desenvolvimento dos índices de saúde física, desde o nível de força aos sistemas de nível energético. No cancro essa realidade está ainda mais presente”, adiantou o coordenador técnico, Rui Faria, citado numa nota de imprensa.

Segundo explicou a fisioterapeuta das Clínicas Rui Faria, Jéssica Gordo, o cancro da mama expõe os seus doentes a “várias intervenções, como a quimioterapia, a radioterapia e a tratamentos invasivos”, que diminuem a qualidade de vida dos doentes.

Para combater este problema é importante que os doentes tenham à sua disposição “uma equipa multidisciplinar”.

“É fundamental a ajuda do fisioterapeuta e dos profissionais do exercício para uma reabilitação ativa e funcional”, salientou Jéssica Gordo.

O diretor da ESECS e coordenador do mestrado Prescrição do Exercício e Promoção da Saúde, Pedro Morouço, acrescentou que “associar o exercício físico à promoção da saúde é um campo cada vez mais determinante para a qualidade de vida dos cidadãos”.

“O mestrado idealizou-se para que fosse útil para a comunidade e permitisse estabelecer relações sociais. Projetos como o ‘Active Pink’ vêm realizar esse ideal, unindo os formandos e a comunidade”, reforçou Pedro Morouço.

O projeto reúne como “parceiros fundamentais” para a sua concretização a ESECS, o Centro Hospitalar de Leiria, as Clínicas Rui Faria e a Lizsport.

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