Opinião – (re)Pensar (-se n)a cidade de Coimbra

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Não faltam análises nem ideias, talvez faltem ações concretas e a motivação de todos para que esta nossa cidade e região possa ser (ainda) melhor. Deixo cinco ideias que são apenas sublinhados.
1. Reforçar a marca Coimbra. Aprendermos a valorizar o que somos e o que temos. Para isso precisamos de conhecer melhor a nossa cidade, precisamos de ter mais orgulho nesta cidade e não ficar fechado em clichés. Não perder tanto tempo a criticar e a reclamar de braços cruzados. Coimbra é uma palavra forte que não podemos desperdiçar.
2. Desburocratizar e organizar os serviços. Talvez o maior drama desta cidade seja precisamente a burocracia que encontramos em vários serviços. Tudo demora muito tempo. Todos pedem mais um papel ou exigem mais uma vinda aos serviços. O que se faz bem feito (também há) depois é ‘engolido’ por uma máquina de burocracias ou de inoperâncias que deita tudo a perder.
3. Novos eixos de referência. Coimbra não pode ser apenas saúde e ensino, função pública e subsídios… As cidades são policêntricas e precisam de recriar os espaços, religar ensino, saúde, cultura, turismo, indústria… Também aqui a Igreja deve ser considerada não só no seu património, mas também no seu now how existencial e agregador, social e gerador de dinâmicas de reconstrução, de sentido de vida e de esperança.
4. Repensar os espaços e a mobilidade. Não basta reabitar a baixa (que é desolador), precisamos de continuar a valorizar os espaços verdes (cuidando-os), criar verdadeiros circuitos de mobilidade articulada que não podem ser apenas de lazer. As famílias precisam de ligações rápidas e práticas entre casa-trabalho-escola-hospital-parques…
5. Rever e apostar na dimensão social. Precisamos de viver felizes e seguros. Precisamos de coordenar as redes de apoio, onde se deve considerar claramente o papel da Caritas e muitas outras associações. Precisamos de pensar em muitas pessoas que não conseguem ter emprego, ou rendimento para arrendar casa… os apoios não se podem esgotar numa política de subsídios ou de ‘direitos adquiridos’.
Estes sublinhados não são um apontar do dedo a A ou a B, mas um assumir de consciência de que todos podemos fazer mais por esta cidade. Todos é todos. Desde as pessoas que limpam as ruas, às pessoas que gerem serviços públicos e privados. Eu também me incluo.
No fundo as cidades são como as casas, depende muito de quem lá vive. Não é tanto e sempre uma questão de dinheiro, mas de cuidado, de beleza, de acolhimento, de relação. Há casas que dá gosto habitar… e cidades também!

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