Opinião: O futebol que une países

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Foi o jogo por que menos ansiei no Euro 2020: Bélgica-Portugal. Nesse dia, estava de cachecol nacional, com amigos portugueses, numa esplanada portuguesa, no bairro mais português de Bruxelas. E no entanto sentia que, independentemente do resultado, nunca ficaria completamente satisfeita. Antes, tinha falado com os amigos belgas, desejámos boa sorte a ambos e no final recebi mensagens do consolo de que não precisava.
O carrasco de Portugal no Euro 2020 conquistou um lugarzinho especial no meu coração especialmente desde 2016, com uma geração de ouro que ficou pelos quartos de final mas que juntou multidões nas praças e estádios de ecrãs gigantes deste país. Sempre gostei de futebol, mas acho agora que o que realmente me seduz mesmo no desporto é a paixão dos adeptos.
Nessa curva ascendente, o terceiro lugar no Mundial 2018 deu direito a festejos dignos de um país campeão, com uma recepção impressionante e emocionante, numa Grand Place ensurdecedora repleta de adeptos, sob um sol abrasador.
Este ano, e depois de vencer Portugal, a equipa de Lukaku e de Eden Hazard viu a esperança e o sonho de levantar um troféu esbarrar na campeã Itália. No entanto, mais uma vez os “diabos vermelhos” conseguiram unir o país que nunca vai ouvir o hino nacional em uníssono, porque a sua letra existe nas três línguas oficiais do país (francês, neerlandês e alemão). O mesmo país em que o treinador Roberto Martínez não fala nos balneários em nenhuma das línguas oficiais, mas sim num consensual inglês.

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