Opinião: Basta de Portugal continuar a ser governado segundo interesses corporativos e não nacionais

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Quem tivesse aberto um jornal diário de referência deste País, na página 35, ficaria a pensar que alguns dos (ir)responsáveis do desporto, tinham desaguado nesse dia no porto de Lisboa, ou então, desembarcado vindos de uma qualquer galáxia fora do sistema solar! Sim, porque do nosso sistema não poderiam ter vindo!
COP (Comité Olímpico de Portugal), CPP (Comité Paralímpico de Portugal) e CDP (Confederação do Desporto de Portugal), assumem a seguinte frase: “O desporto considera-se esquecido”. “Se o Governo tivesse dado os apoios não estaríamos aqui hoje”! “Houve discriminação contra o desporto”!
Vamos lá a ser sinceros; estariam onde? Talvez de onde nunca devessem ter saído. Das suas redomas, sempre ao serviço do poder instituído! De um qualquer poder, desde que lhes alimentem o ego! Sempre assim foi…mas vai ter de deixar de ser!
Escrevo…e reafirmo!
Ninguém no seu perfeito juízo de revê nas posições destas 3 entidades. Porquanto, de quando em vez, surgem a “largar umas larachas” sem sentido, só para fazerem prova de vida!
As federações desportivas têm culpa porque aceitam a sua intermediação!
Vamos lá por partes!
O Desporto Escolar em Portugal, que deveria ser a base da formação desportiva, não existe. E não existe, porque os sucessivos governos e ministros lhe não deram importância, apesar da disponibilidade das associações de modalidades em colaborar e participar no seu desenvolvimento. É que, os jovens são os mesmos que mais tarde desenvolvem a sua actividade nos clubes para treinar com técnicos formados pelas federações desportivas, portanto, qualificados para o efeito. Os ciúmes e a questão classista tem obrigatoriamente de ser afastada, nem que seja por decreto!
O problema é que o país continua a ser governado para corporações e não para o todo nacional!
Deixarei para mais tarde a análise ao que deverá ser a acção de todos os agentes desportivos. Isso sim é que vai dar sarilho!
Se desejamos que a prática desportiva, entre outras, comece a ter importância no crescimento e desenvolvimento das crianças, como se admite que empresas que “comercializam chouriços, vinhos e petiscos”, continuem a poder concorrer às AEC´s (atividades entre os 6 e 9 anos de idade) no mesmo patamar que outras que se dedicam à formação e educação?
Também as autarquias não têm assumido que a falta de prática desportiva dos jovens, é uma emergência social! Lamentavelmente, algumas até disponibilizam os pavilhões desportivos para a vacinação quando têm outros espaços disponíveis.
Está tudo ao contrário no que ao desporto respeita. Qualquer “analfabeto funcional”, só porque controla uns votos de uns outros coitados, já tem a prerrogativa de decidir sobre a vida das famílias e das crianças! Mas pior, a culpa é de quem lhes dá esse poder; não são iguais…são piores!

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