Associação de Castelo Branco acolheu 47 vítimas de violência interparental

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O Centro de Acolhimento de Emergência para Vítimas de Violência de Castelo Branco (CAEVVD-CB) recebeu, em 2020, 47 acolhimentos, sendo 15 vítimas de violência interparental crianças e jovens, foi hoje anunciado.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a Amato Lusitano – Associação de Desenvolvimento (ALAD) refere as características e a prevalência da violência doméstica, em concreto no território que compõe a Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa (CIMBB), “mostram a necessidade de continuar a trabalhar no sentido de aprofundar os conhecimentos e encontrar novas estratégias para melhorar o apoio fornecido às vítimas”.

Neste âmbito, a ALAD viu aprovada a candidatura ao projeto “RAP – Resposta de Apoio Psicológico, tipologia 3.17 – Instrumentos específicos de proteção das vítimas e de acompanhamento de agressores na violência doméstica”, cofinanciado pelo Programa Operacional Inclusão Social e Emprego (POISE) e que tem como entidade promotora a Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG).

Segundo a ALAD, em 2020, o CAEVVD-CB, realizou 47 acolhimentos sendo 15 deles a vítimas de violência interparental crianças e jovens, mais especificamente, nove do género feminino e seis do género masculino.

No mesmo período, a Estrutura de Atendimento a Vítimas de Violência Doméstica (EAVVD) desta associação “contabilizou 197 novos casos acompanhados, sendo que desses novos acompanhamentos, 30 foram feitos a crianças e jovens vítimas de violência interparental, sendo 19 género feminino e 11 género masculino”.

A EAVVD dá resposta aos concelhos de Castelo Branco, Oleiros, Vila de Rei, Vila Velha de Rodão, Penamacor, Proença-a-Nova, Sertã e Idanha-a-Nova.

“É pela evidência destes números, que consideramos de extrema importância e nos congratulamos pela criação desta resposta específica e especializada de intervenção e apoio psicológico e psicoterapêutico a crianças e jovens vítimas de violência doméstica, em acolhimento de emergência ou atendidas e acompanhadas pela estrutura de atendimento a vítimas de violência doméstica de Castelo Branco (…)”, conclui a nota.

A ALAD é uma associação privada sem fins lucrativos que iniciou a sua atividade em 1998, para dar resposta às necessidades dos grupos mais vulneráveis na sequência da identificação de vários problemas sociais e situações de risco existentes no concelho de Castelo Branco.

A associação procura promover a inclusão social, igualdade de oportunidades e de género e não-discriminação.

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