Social-democrata Antero Almeida concorre pelo CDS-PP em Águeda

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O advogado Antero Almeida, filiado no PSD, concorre à Câmara de Águeda pelo CDS-PP para “credibilizar a política”, depois de a direção nacional do seu partido ter gorado uma coligação com os centristas.

O apoio do PSD nacional à recandidatura do atual presidente da Câmara, Jorge Almeida, pelo movimento independente “Juntos por Águeda”, cuja apresentação contou com a presença de Salvador Malheiro, presidente da distrital social-democrata de Aveiro, levou-o a decidir concorrer pelo CDS-PP.

“O PSD em Águeda levou mais de 16 anos de oposição a criticar políticas e a apresentar alternativas como projeto político diferente e depois, por pura tática política, desiste dessa luta por querer ser poder”, disse à Lusa o ainda vereador da oposição pelo PSD.

Para o candidato, de 39 anos, cujo nome foi aprovado como cabeça-de-lista pela concelhia do CDS-PP em abril, “houve uma descredibilização da política, nomeadamente com um acordo completamente contranatura, em que o PSD nacional decidiu impor um candidato à estrutura local do partido”.

O candidato pelo CDS-PP quer promover “uma renovação dos atores da política em Águeda” e a candidatura é “um murro na mesa, para dar lugar a pessoas mais jovens, mais dinâmicas, com ideias diferentes”.

“Se outrora tivemos um presidente vanguardista, com alguma visão, agora temos uma fotocópia mais barata, que tenta replicar essas políticas, sem grande sucesso”, comenta, numa alusão aos mandatos de Gil Nadais, do PS.

Em termos de prioridades, Antero Almeida diz que o foco essencial é na habitação, defendendo que a Câmara não deve intervir diretamente no mercado, mas cabe à autarquia criar condições para o mercado habitacional se desenvolver.

“Temos muita indústria, mas as pessoas não conseguem residir aqui porque não há arrendamento e as casas vendem-se em dois ou três dias.

Outra das apostas é no desporto: “Fazem-se grandes parangonas ‘Águeda, Município do Desporto’, mas não há uma única programação desportiva, e já agora, cultural, porque a Câmara limita-se a passar cheques às coletividades e não há verdadeiramente uma visão estratégica”, lamenta.

Considerando ser imprevisível o resultado das eleições e difícil traçar cenários, Antero Almeida reconhece que “o desafio é muito maior, como candidato por um partido com uma expressão mais pequena”, mas acredita ter “ideias que valem por si”.

Além do atual presidente Jorge Almeida, que se recandidata pelo movimento Juntos Por Águeda, com o apoio do PSD e do MPT, Antero Almeida vai enfrentar nas eleições Francisco Vitorino pelo PS, Cláudia Afonso pelo BE, e Milton Matos pela CDU.

As últimas eleições autárquicas em Águeda foram ganhas pelo movimento “Juntos”, que elegeu quatro vereadores, seguindo-se o PS, com dois vereadores e o PSD com um.

Segundo a lei, as eleições autárquicas decorrem entre setembro e outubro.

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