Sindicato exige soluções para problemas dos trabalhadores da Câmara de Tábua

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O Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) acusou hoje a Câmara de Tábua de ignorar as “tentativas de diálogo” e exigiu solucões para diversos problemas dos trabalhadores da autarquia.

Em comunicado, a Direção Regional de Coimbra do STAL afirma que estão em causa “as más condições de balneários, a péssima forma de transporte dos trabalhadores e a não aplicação do suplemento de penosidade e insalubridade”, entre outras situações.

Hoje, em Tábua, no distrito de Coimbra, uma representação do sindicato distribuiu uma nota em que “denuncia algumas das situações vividas pelos trabalhadores” do município presidido por Mário Loureiro, eleito pelo PS.

“A Câmara de Tábua não ouve os trabalhadores”, afirma o STAL, indicando que pediu “por diversas vezes” a realização de reuniões com o executivo, “para apresentação e procura de resolução dos problemas”, mas que “nunca obteve qualquer resposta”.

O Orçamento do Estado para 2021 “estipulou a atribuição de um novo suplemento de penosidade e insalubridade aos trabalhadores assistentes operacionais” da higiene urbana, cemitérios e tratamento de águas, a qual não está a ser cumprida pela Câmara de Tábua, segundo o comunicado.

“O STAL contactou várias vezes o executivo municipal, no sentido de reafirmar a urgente aplicação aos trabalhadores do referido suplemento, no seu valor mais alto (4,99 euros por dia) e com pagamento retroativo a 01 de janeiro de 2021”, informa, reiterando que a autarquia “continua sem dar resposta ao sindicato e aos trabalhadores”.

Também “são muitas as queixas” dos trabalhadores dos estaleiros municipais, incluindo “falta de balneários para uma digna troca de fardamento para homens e mulheres, espaço com obras por concluir, como paredes por rebocar e telhas em ‘lusalite’, material altamente perigoso”, entre outras.

“Os funcionários a recibo verde chegam a demorar quatro meses a receber os seus ordenados. E regista-se falha nos pagamentos de abono para falhas, ajudas de custo e horas extra. Já é escandaloso o trabalho precário, mas salários em atraso é mesmo vergonhoso”, critica a Direção Regional do STAL, coordenada por Fernando Moitas.

Os trabalhadores “exigem respostas”, igualmente, para os que laboram na dependência do pelouro do desporto do município, alegadamente sujeitos a uma “verdadeira tortura psicológica”.

“A gestão do responsável por este setor cria mal-estar entre funcionários” e origina “mau ambiente entre técnicos superiores, assistentes técnicos e assistentes operacionais”, de acordo com a nota.

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