Opinião: Visto de fora…

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Portugal é um país algo bipolar. Ora oscilamos entre os bons alunos, ora nos atrasamos nos indicadores económicos. O caso do COVID 19 não é excepção: fomos dos melhores, passámos para os piores, melhorámos muito (até recebemos, não sem polémica, a final da Liga dos Campeões) e já estamos outra vez a naufragar.
Não haverá bom-senso?!
Não perceberão os mais jovens que podem, involuntariamente, matar os mais idosos, em caso de não respeitarem o vírus?!
Não entenderão os demais que o COVID 19 mata e causa sequelas graves em muitos dos que sobrevivem?!
Não será evidente que teremos todos de pagar a sobrecarga que estamos a impor ao serviço nacional de saúde?!
Parece que não… Isto ajuda a explicar as nossas oscilações entre a euforia – porque ganhámos o festival da Eurovisão, porque o CR7 é uma lenda-viva, porque os turistas nos preferem em múltiplas sondagens, etc, etc, etc… – e a depressão – porque estamos a divergir da Europa; porque choveu ou fez sol; porque levámos baile da Alemanha, ou porque afinal os turistas cancelaram as reservas.
A angústia existencial é inevitável. Se fossemos soberbos mesmo quando não ganhamos nada do futebol, no futsal ou no judo… Se procurássemos esquecer o que tem o vizinho e tentássemos bater recordes de produtividade… Se deixássemos (ou pudéssemos deixar) de olhar para o Estado de cada vez que temos um problema… Se os gestores de topo não fossem tão glutões e o fosso social não se agravasse… Se não fosse necessário “enforcarmo-nos” com dívidas para toda a vida…
Com o que me lembro de um congresso partidário em Troia onde cheguei à mesma conclusão (dita ao microfone) a que chego hoje: se a minha avó tivesse rodas era um camião; se tivesse asas era um avião; e se tivesse quilha era um navio!…

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