Opinião: Rainha Santa Isabel

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Povo Português. Povo este tão genuíno, com sentimentos que extravasam o entendimento do mais simples humano…hospitaleiro, humilde, simpático, sempre acolhedor… Povo de espírito aventureiro, destemido feito de heróis, santos e tantos outros anónimos, que de algum modo formam o nosso povo, e que fazem dele único.
Povo português, que resulta de um longo processo de fusão de povos e de acumulação de culturas. Hoje em dia, temos uma população residente, que pouco passa dos dez milhões de pessoas, sendo que a língua portuguesa, essa está no quotidiano de quase 293 milhões de pessoas, distribuído por vários países, por esse mundo…
Já em séculos passados, chamada a época dos descobrimentos, foram os portugueses, nossos antepassados exploradores e navegantes, que foram os pioneiros na descoberta do “novo Mundo”. A esse mundo, deram novos mundos e se mais mundo houvesse lá teriam chegado! Modificaram a noção da distância e materializaram o sonho. Foram heróis, exploradores e navegantes, como Vasco da Gama, Fernão de Magalhães, Pedro Alvares Cabral que fizeram crescer o comércio e o conhecimento científico.
Povo Português este, onde Homens, se imortalizam e se convertem em Santos, onde Coimbra e suas gentes, têm mais uma vez a honra de os saber seus…
Santo António ou Fernando António de Bulhões, seu nome de nascença, nasceu em Lisboa, mas foi em Coimbra, grande centro de estudos de Portugal já na altura que viveu alguns anos e foi ordenado
São Teotónio o primeiro Santo Português a subir ao altar e um dos fundadores do Mosteiro de Santa Cruz que viveu à época de D. Afonso Henriques
Falo ainda, da Rainha Santa Isabel. Isabel de Aragão, esposa que fora do Rei D. Dinis. Senhora que dedicou a sua vida ajudar os mais necessitados, de uma bondade sem limites, também a ela milagres lhe foram reconhecidos ainda em vida, sendo o mais notável o milagre das rosas. Naquele dia, como era seu hábito, se preparou para distribuir esmolas pelos pobres e surpreendida pelo seu marido rei, que a questionou sobre o que levava no regaço, ela lhe respondeu “São Rosas, Senhor”.
Este incrédulo, exigiu ver e quando para seu espanto, do manto caíram rosas… Milagre, em que o pão, se transformou em rosas! Faleceu em Estremoz, mas a sua vontade era a de regressar a Coimbra, pelo que seu filho D. Afonso IV, cumpriu a vontade de sua mãe. A transladação foi feita em pleno verão e depois de vários dias, a urna que continha o corpo de Isabel de Aragão, exalava um suave perfume a rosas… o povo ficou impressionado, reconhecendo-a assim, como sendo Santa. O túmulo foi depositado então na capela, que a rainha, havia mandado construir no convento de Santa Clara, na nossa cidade de Coimbra. Ainda hoje as festas da Rainha Santa Isabel, são a mais genuína manifestação de veneração desta cidade, à sua Padroeira!

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