Opinião: Futuro da mobilidade

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A nossa região é singularmente caótica no acesso a transportes coletivos entre concelhos. Tirando algumas linhas regulares entre Coimbra e os concelhos circundantes, é na sua essência difícil e dispendioso mover-nos em transportes públicos na nossa região. Vou dar-vos um exemplo claro e pragmático. Uma pessoa que queira ir da Figueira da Foz até Oliveira do Hospital demora no mínimo 3 horas e a viagem não ficará a menos de 15 euros. Portanto, é mais rápido e mais barato ir da Figueira da Foz a Lisboa de Autocarro do que a uma localidade que fica no mesmo distrito.
Acho que é imperativo criar condições de mobilidade transversais para a nossa região. Na verdade, a nossa região, inicialmente foi pensada com isso mesmo em mente. A linha da Beira Alta, complementada com o Ramal de Alfarelos, linha do Oeste e com o ramal da Lousã davam às populações um acesso rápido e cómodo às cidades de Coimbra e da Figueira da Foz. Que garantiam uma mobilidade acima da média a estas regiões.
As recentes notícias para a nossa região são mobilizadoras, pouco a pouco vamos tendo novidades que afiguram um futuro melhor na política de transportes. A obra do MetroBus entre Coimbra e Lousã, a intenção de duplicar o ramal entre Alfarelos e Figueira, o Comboio inter-regional que irá diminuir a viagem entre Figueira e Coimbra para 35 minutos, já este Verão e a SIT, que é o Sistema Intermunicipal de transportes da região de Coimbra. Demonstram que a vontade de tornar a nossa região numa área metropolitana já está em marcha.
Os transportes coletivos são um investimento inevitável nos próximos anos. As necessidades de descarbonização vão obrigar-nos a ter soluções diferentes daquelas em que todos temos um carro pessoal para o nosso dia-a-dia. Contudo, isso apenas será possível com uma rede de transportes variada, com vasta oferta e acessível. Se assim não for, iremos continuar durante muito anos a adquirir um automóvel para visitar qualquer ponto do nosso distrito.

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