Opinião: Dia mundial do ambiente: restauração dos ecossistemas

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No passado dia 5 de Junho celebrou-se o Dia Mundial do Ambiente.
Este ano assinalou-se também o lançamento oficial da Década das Nações Unidas para a Restauração dos Ecossistemas 2021-2030. Esta é uma forma de reconhecer a urgência de prevenir, travar ou mesmo inverter a degradação dos ecossistemas em todo o mundo.
Vamos olhar para a realidade ambiental : todos os minutos, o mundo perde uma área florestal preocupante e, no século passado, metade das zonas húmidas mundiais foram destruídas.
Recordo que mais de 3,5 milhões de pessoas morreram da COVID-19 em todo o mundo. Esta epidemia dramática reforça a necessidade de repensar a nossa relação com a natureza e recorda-nos que a conservação e a restauração da natureza são um pré-requisito para a sobrevivência da Terra e das espécies animais, incluíndo a nossa.
A preservação dos ecossistemas, a destruição da biodiversidade e a luta contra as alterações climáticas tornaram-se desafios que nos afetam e pelos quais temos de trabalhar, individual e colectivamente, já que as consequências são decisivas para as gerações futuras.
Tal como já referi anteriormente neste jornal, a floresta da Bacia do Congo na África Central, o segundo maior pulmão verde do mundo, cuja importância mundial aumentou ainda mais nos últimos anos, desempenha um papel importante na monitorização das alterações climáticas. Ao mesmo tempo, esta zona florestal tropical também sofre de desflorestação crescente. Por conseguinte, a utilização sustentável e a exploração económica dos recursos renováveis provenientes das florestas constituem um desafio importante na preservação da biodiversidade e ao mesmo tempo da diversificação económica dos seis países localizados na bacia do Congo: República Democática do Congo, República do Congo, Gabão, Camarões, Republica Centro-Africana e Guiné Equatorial.
A UE contribui para a preservação da floresta tropical da Bacia do Congo desde ha 30 anos com o seu Programa de conservação e de valorização dos ecossistemas fragilizados da Africa Central (ECOFAC) e continuará a fazê-lo em consonância com os atuais desafios da integração regional, da paz e da segurança e da diversificação económica.

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