Opinião: A cidade e a poluição

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A atividade humana e a sua cada vez maior concentração em núcleos urbanos, está associada a um progressivo aumento da degradação do meio ambiente.
Como consequência do crescimento dos centros urbanos, o aumento da poluição atmosférica e a degradação da qualidade do ar, geram impactos negativos cada vez mais relevantes sobre a qualidade de vida das populações e do ambiente natural que os cercam.
A concentração, intensidade e quantidade de compostos e partículas tóxicas, provocadas pela sua atividade diária estão a prejudicar a saúde dos seus habitantes, o bem-estar público, os materiais das edificações, a sua fauna e flora, etc.
As entidades públicas devem ser cada vez mais responsáveis pela monitorização e controlo da qualidade do ar e poluição atmosférica, do ruído, dos resíduos lançados na via pública, dos lixos urbanos, da sua reciclagem etc, sob pena de se acentuar o indesejado desequilíbrio ambiental, com a consequente depreciação dos recursos naturais, que devemos saber preservar a bem das gerações futuras.
Não menos relevante é a chamada poluição visual que diariamente afeta os habitantes, principalmente das cidades. Esta é causada pelo excesso de cartazes, anúncios, outdoors não autorizados, folhetos, etc, que surgem colados nas paredes de edifícios, em viadutos, muros e até em edifícios de valor patrimonial, de um modo desordenado, em camadas e sobrepostos, por vezes ao longo de anos. Ao contrário de se revelarem bons instrumentos de marketing, a sua forma desordenada e a falta de limpeza e manutenção dos espaços, só os transformam em veículos de poluição visual que perturbam o bem-estar psicológico das populações.
Outros exemplos de poluição visual são sem dúvida as enormes quantidades de lixo urbano que encontramos ao longo das ruas, devido à incúria dos seus cidadãos, a falta de cuidado com a limpeza dos resíduos dos espaços ajardinados, com a qualidade da calçada das ruas das nossas cidades, etc.
Em Coimbra encontraremos bons e maus exemplos. Ainda existe um longo caminho a percorrer.
Como fator determinante para o combate à poluição do ar, será de realçar o esforço do Município em fomentar o transporte público e dotar os SMTUC de veículos elétricos e híbridos, apostar em minibus com o relançar da Ecovia, de modo a tornar a sua frota cada vez menos poluidora, um exemplo para a população em geral.
De realçar que também a evolução do automóvel tem vindo a encontrar soluções menos poluentes e já existem nesta cidade, uma percentagem significativa de automóveis elétricos e hibridos.
Este será com certeza, o caminho a seguir.
Não se pode descorar, contudo, o efeito poluidor dos veículos automóveis que continuam a circular, em zonas de grande tráfego, de que são exemplo as Avenidas Navarro e Fernão de Magalhães, Rua da Sofia, etc, o que exige uma frequente monitorização dos indicadores de gases de efeito de estufa, para que se sejam tomadas decisões ao nível do tráfego urbano.
Não quero deixar de chamar a atenção para um foco de poluição sonora que persiste em Coimbra e que tem a ver com o equipamento de extração e ar condicionado dos Hospitais da Universidade de Coimbra, o qual se propaga em toda a área envolvente.
As entidades públicas devem estar atentas a todas estas questões, como responsáveis pelo bem-estar dos cidadãos.

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