Opinião: 10 de Junho – Dia de Portugal a Oriente

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Para quem, como eu, se considera afortunado por ter nascido numa das mais antigas nações do mundo, em que “ser português” vai desde uma saudade intraduzível ao tão afamado espírito de aventura e conhecimento, que deu novos mundos ao mundo, transformando-nos no povo universalista e humanista que hoje somos, viver o 10 de Junho extra muros assume um significado muito especial.
Celebrar Portugal no mundo é celebrar a nossa ancestral capacidade para criar, recriar, adaptar, integrar, juntar culturas, estabelecer pontes, unir sem separar.
Em Macau, onde a presença lusa tem séculos de existência, junho é o mês de Portugal, sendo aproveitado de variadíssimas maneiras pelas instituições de matriz portuguesa no território.
Durante um mês, celebra-se Portugal através das artes plásticas, literatura, poesia, desporto, musica, conferências ou gastronomia, dando a conhecer às diferentes comunidades, um pouco do tanto que temos.
O 10 de Junho é o culminar das comemorações. Num dia longo que começa muito cedo com o içar da bandeira no Consulado Geral, ruma-se de seguida ao Jardim Camões para que aí se homenageie quem, como ninguém escreveu na nossa língua e nos deixou em herança a poesia. Ao final da tarde, todos os caminhos vão dar à Residência Consular para a receção à comunidade portuguesa, a qual conta com a presença das mais altas individualidades do Território, muito especialmente, o Chefe do Executivo de Macau.
Num final de tarde que se prolonga pela noite dentro, revive-se Portugal com o olhar de 10 mil km de distância, partilham-se histórias e planos que culminam todos na saudade que é estar fora mas sempre com a certeza de um regresso permanentemente adiado.
Cada português tem esta singela capacidade de transportar consigo a expressão única de um Portugal que é só seu, sem perder a capacidade de fazer sentir que somos todos parte uns dos outros, talvez por isso todos gostem de nós mas poucos nos consigam entender!
Como brilhantemente nos diz MEC “ser português é difícil. O resto do mundo não compreende que os portugueses são especiais, diferentes, bastante giros, bem-educados, antigos, espertos, casos sérios”. Em mais um 10 de Junho a oriente, resta-me acrescentar: Obrigada, Afonso por teres sido o primeiro a perceber! Feliz dia de Portugal!

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