Médicos do Centro querem idosos tratados com respeito e humanismo

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O presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM), Carlos Cortes, exortou hoje a sociedade e a comunidade médica a tratarem as pessoas idosas com respeito e humanismo.

“É uma realidade que nos deve preocupar, enquanto sociedade. Temos de pugnar pelo bem-estar das pessoas idosas que merecem os nossos cuidados, o nosso respeito e o nosso sentido de humanismo”, frisou o médico, numa mensagem a propósito do Dia Mundial da Consciencialização da Violência contra a Pessoa Idosa, que se assinala hoje.

Para o dirigente, “esta data existe, enquanto desafio, para lembrar que se deve lutar contra a discriminação e contra estes abusos a uma população de faixa etária especialmente vulnerável”.

Segundo o relatório anual da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), quatro idosos foram vítimas de violência por dia em 2020, o que significou um aumento de mais de 20 por cento face a 2019, de acordo com as últimas estatísticas.

O presidente da SRCOM considera que “esta é uma realidade muito triste, até porque estão em causa direitos humanos”, pelo que reitera a necessidade de maior empenho de toda a sociedade, e dos serviços de saúde em particular, para ajudar as vítimas “que, na sua grande maioria, sofrem em silêncio”.

“Reverter esta dolorosa realidade, é um imperativo ético, de humanismo e de cidadania”, sustenta Carlos Cortes, salientando que os médicos têm um papel muito importante “de sensibilização, de promoção do bem-estar dos mais idosos e do dever de cuidar com redobrado empenhamento”.

O Dia Mundial da Consciencialização da Violência contra a Pessoa Idosa, criado em 2006 pelas Nações Unidas e pela Rede Internacional de Prevenção à Violência à Pessoa Idosa, tem como objetivos refletir sobre uma questão social sensível e acabar com a violência contra a pessoa idosa.

A SRCOM sublinha que, numa sociedade cada vez mais envelhecida (estima-se a existência de 2,1 mil milhões de pessoas com mais de 60 anos em 2050), “os idosos são esquecidos e sujeitos a maus-tratos físicos e psicológicos, quer pelas suas famílias, quer pelos serviços de acolhimento ou pela sociedade em geral”.

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