Hospital de Viseu prevê centro ambulatório de radioterapia pronto no final de 2023

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O presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar Tondela-Viseu (CHTV) disse hoje à agência Lusa que, “tudo correndo bem”, o Centro Ambulatório de Radioterapia estará pronto no final de 2023, um investimento superior a 24 milhões de euros.

“A nossa estimativa é que consigamos iniciar as obras no final do primeiro trimestre de 2022” e, “sendo uma obra que vai sempre demorar cerca de um ano e meio, nós contamos que, se tudo correr bem, podemos ter (…) em dezembro de 2023” “a obra concluída e apetrechada com os equipamentos respetivos”, disse Nuno Duarte.

Em declarações à agência Lusa, o presidente do conselho de administração explicou que o projeto, “já enviado aos superiores” para que se possa submeter a uma candidatura a fundos europeus, sofreu alterações e “é um complemento, ao projeto anterior que apontava para ser centro oncológico”.

“Neste incluímos para além dessa área oncológica, uma área dedicada aos hospitais de dia de especialidades médicas e também incluímos uma ampliação das consultas externas, uma vez que a ligação entre os edifícios vai ter de ser feita através de uma ponte e, no local onde desemboca, no edifício principal, vamos fazer uma ampliação das consultas externas”, explicitou.

Nuno Duarte referiu ainda que esta ampliação “permitirá deslocalizar para essa zona as consultas de pediatria, o que liberta a área no piso inferior onde estas consultas estão atualmente localizadas e que vai dar oportunidade de ter mais espaço”.

As alterações ao projeto inicial, que o presidente do conselho de administração se tinha comprometido em dezembro de 2020, numa visita da ministra da Coesão, Ana Abrunhosa, de concluir no prazo de meio ano, também já contemplam a nova realidade pandémica.

“Há necessidade de criar mais espaços e entendemos que assim esta questão das consultas externas também fica resolvida, porque não podemos voltar a ter aquela concentração de pessoas que era habitual, assim teremos circuitos diferenciados que permitem outra segurança aos nossos doentes e profissionais”, justificou.

Por isso, continuou, o projeto passa a ter uma nova designação, não de centro oncológico, mas de centro ambulatório, “porque todas estas áreas que vão ser intervencionadas e criadas são áreas que funcionam só durante uma parte do dia”, sendo que “a maior parte delas funciona entre as 08:00 e as 20:00”.

O projeto prevê um investimento superior a 24 milhões de euros e, para o financiar, explicou, tem havido reuniões com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro e com a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, “de modo a garantir o financiamento comunitário” através de programas operacionais.

“Em princípio, ainda de remanescentes do [Portugal] 2020 e, eventualmente, também já do 2030 para servirem para financiar grande parte do investimento, porque como sabemos, este tipo de programa operacional financia, no caso de hospitais, cerca de 85% do investimento, sendo os outros 15% assegurados ou por programas próprios do hospital ou por outras fontes de financiamento”, acrescentou.

Neste projeto de salientar também uma “parceria com o Instituto Português de Oncologia de Coimbra, E.P.E. (IPOC) e o Agrupamento de Centros de Saúde Dão-Lafões, que envolve a partilha conjunta do planeamento e instalação da Unidade de Radioterapia, a formação dos recursos humanos necessários, a uniformização de práticas clínicas e a utilização em moldes de complementaridade dos tratamentos e meios de diagnóstico que se revelem necessários”.

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