Tribunal de Coimbra adia leitura de sentença de rede que furtava veículos pesados

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FOTO ARQUIVO DB/PEDRO RAMOS

O Tribunal de Coimbra decidiu adiar a leitura de sentença marcada para hoje de oito arguidos acusados de participarem numa rede suspeita de 16 furtos de veículos e máquinas pesadas na região Centro, em 2012 e 2013.

No início da sessão, o juiz que preside ao coletivo justificou o adiamento devido à falta dos certificados de registo criminal atualizados de dois dos arguidos presentes no processo, tendo marcado nova data para a leitura do acórdão para 31 de maio, às 12:00.

A rede era liderada por um homem de 45 anos, a morar em Monte Redondo, Leiria, que se dedicava à compra e venda de camiões e máquinas industriais e que terá encontrado na exportação para Marrocos uma “oportunidade para dar destino” a veículos de que se apoderava ilicitamente, refere a acusação do Ministério Público a que a agência Lusa teve acesso.

O empresário é acusado de 16 furtos qualificados, a maioria nos distritos de Coimbra e Leiria, e seis crimes de falsificação de documentos, estando também presentes no processo outros sete arguidos que terão participado em alguns dos furtos.

Segundo a acusação, o principal arguido localizava os veículos com as características pretendidas e os locais onde os ocultava até os vender, recorrendo muitas das vezes a um motorista de pesados de Penacova, também arguido e acusado de 13 furtos qualificados, que conhecia os locais onde as máquinas e camiões poderiam ser encontrados.

Para os furtos, contava com a participação de outras pessoas, do distrito de Leiria e do distrito de Coimbra, que ajudavam no carregamento e transporte das máquinas até aos locais indicados, mediante uma contrapartida financeira, explicou o Ministério Público.

De acordo com a acusação, quando as máquinas eram para exportação, era feita uma alteração aos números de série gravados nas máquinas, de forma a evitar que pudesse ser detetada a sua origem.

Os furtos aconteceram entre 21 de setembro de 2012 e 10 de abril de 2013, dia em que alguns dos arguidos foram intercetados pela GNR, em Penacova, com máquinas furtadas.

O Ministério Público pede que seja pago ao Estado um valor superior a 700 mil euros, 316 mil dos quais pelo principal arguido do processo.

 

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