Opinião: Folhas de Outono

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Quando ouvimos as autoridades de Saúde norte-americanas anunciar que as pessoas vacinadas contra a covid-19 podem deixar de usar máscara em espaços públicos e observar o distanciamento social, logo percebemos o longo caminho que alguns de nós ainda tem pela frente.

Nos Estados Unidos, o país mais afetado do mundo pela covid-19, pelo menos 60% da população já recebeu uma ou duas doses da vacina, salientando as autoridades que conseguiram administrar 250 milhões de doses em 114 dias.

O levantamento da obrigação do uso da máscara pode ser ainda prematuro, mas destaca o esforço de alguns países em implementar iniciativas públicas de vacinação, rigorosas, para alcançar a imunidade de grupo no seio da sua população.

Como diria o romancista e dramaturgo inglês John Galsworthy: “Se não pensarmos sobre o nosso futuro, não podemos ter um”.

É por isso animador constatar que a África do Sul, que está 21 lugares abaixo dos Estados Unidos e a 14 lugares do Reino Unido, na tabela dos países mais afetados do mundo pela covid-19, tenha conseguido vacinar mais de meio milhão de pessoas e iniciado esta semana a segunda fase da vacinação, dirigida agora aqueles com mais de 60 anos, apesar dos constrangimentos verificados na entrega de vacinas pelas farmacêuticas europeias e norte-americanas a este país africano.

Acreditaria ainda mais no futuro, se o licenciamento de patentes por parte da Europa e dos Estados Unidos viesse a acontecer para a África do Sul começar a produzir o fármaco e, deste modo, acelerar o processo de vacinação da sua população e da Diáspora portuguesa no país.

Embora ainda estejamos cautelosos com aqueles que não usam máscara – mesmo vacinados – seria também regenerador poder visitar Portugal, este verão, com apenas o teste PCR negativo e sem a obrigatoriedade de isolamento de 14 dias à chegada, como podem fazer os europeus oriundos do Reino Unido, o sétimo país mais afetado do mundo pela covid-19.

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