Opinião: Existem ideias e ideias!

Posted by

A câmara da Figueira da Foz devia mudar-se para um edifício moderno?

Nos últimos anos a Figueira da Foz tem sofrido algumas alterações na sua imagem. Fruto de ideias, supostamente, muito modernas e, segundo as justificações, projetos com uma grande importância ao nível europeu e até mundial. No fim de contas, o que se tem verificado são projetos milionários, mal resolvidos e que de nada têm beneficiado a população.

Infelizmente, nos últimos dias, até revelaram que metem água. Mas, para quem manda, atualmente, nos desígnios da Figueira, parece que está tudo bem. Os críticos e os comerciantes afetados é que são uns “más-línguas”!

A questão desta semana preocupa-me. Dar ideias destas no nosso concelho pode ser perigoso. Pelo menos analisando as estratégias que têm sido desenvolvidas. Não pela deslocalização de serviços camarários, mas supondo uma mudança de instalações, o que se faria com o atual Edifício dos Paços do Concelho?

A contar com a realidade vigente e com tanta “mercearia” espalhada pela cidade, já estou a imaginar surgirem projetos como um “Fórum Figueira” ou um “Freeport Mondego” para elevar o atual espaço na Avenida Saraiva de Carvalho às “modernices” de outros locais.

É preciso ter atenção às ideias! Digo eu! Como se costuma dizer, “já pouco ou nada me espanta!”. No meu ponto de vista seria muito errado deslocar a Câmara Municipal para outro local. Sabemos que, com o evoluir dos tempos, a entidade municipal, principalmente pelo serviço de proximidade que tem que prestar, apresenta cada vez mais valências.

O espaço atual pode-se apresentar pequeno para os serviços que apresenta. Apesar disso deveria continuar a ser o edifício principal. Mas a centralidade que fazia sentido no passado, para mim, deixou de ter eficácia para os dias de hoje. Para se estar cada vez mais próximo das pessoas e do seu dia-a-dia, determinados serviços deveriam estar sediados em vários pontos do concelho. Numa lógica de descentralizar para unir. Edificado não falta.

Porque não concorrerem ao “Fundo Revive Natura” e recuperarem imóveis pertencentes ao Estado? Aliás, pelo que constato nesse fundo, a Figueira da Foz apresentou a concurso o maior número de edifício públicos devolutos do país. Seria uma boa forma de revitalizar o que existe. Fica a sugestão!

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.