Opinião: En cada rincón

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Não poucas fontes de consulta indicam que os primeiros compatriotas chegaram
à Venezuela nos barcos que vislumbraram as terras da “pequena Veneza”, como lhe chamou Américo Vespúcio ao ver as casas apoiadas em palafitas, no Lago Maracaibo, por lhe recordarem a construção veneziana.
E se é possível dizer que o grande fluxo de chegadas teve o seu zénite nos anos 50 do século XX, ao longo dos séculos precedentes há registo de várias marcas de presença dos portugueses. Desde logo, muitos provinham do Brasil, entre os quais muitos judeus que, apesar de expulsos por D. Manuel I, gozavam de alguma tolerância naquela parte das nossas vastas terras.
Desde o início, houve nomes ilustres como Sebastião de Bello Cabrera que ficaria ligado a um importante plano de povoamento e Diego de Boisa, filho de pais portugueses, que assumiria o governo provisoriamente, pese embora deixando má memória; por conduta criminosa chegou mesmo a fugir para as Honduras.
As expedições de Francisco Fajardo e Diego de Losada, fundadores de Valle de la Páscua e de Caracas, respectivamente, contaram, também elas, com a participação de destacados “residentes” portugueses.
Nuestros hermanos continuavam, entretanto, a dar provas de um humor oscilante, havendo mesmo éditos que ora proibiam o comércio de escravos por portugueses ora ditavam mesmo a sua expulsão. Contudo, muitos logravam provar que viviam na Venezuela há mais de dez anos ou documentavam matrimónios com cidadãs espanholas, assim logrando salvo-conduto para a permanência.
À atenção de André Ventura temos uma Real Cédula de 1568 que equipara os portugueses aos ciganos, dada a proliferação de ambos. Por aqui nos ficamos por hoje, continuando se o Chega não nos expulsar a todos…

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